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    Padrões Web, Design, Publicidade, Software Livre, e outras histórias!

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    Morevna: Um anime 100% livre

    Qualquer um que ainda duvide do potencial das ferramentas livres na produção multimídia, precisa conhecer o projeto russo Morevna.

    O principal objetivo é a criação de um filme de longa duração no formato anime, utilizando apenas software livre. Mas além disso, outros objetivos por trás do projeto Morevna merecem atenção. Eles pretendem promover soluções Open Source e a ideologia por trás do Sofware Livre, testar e melhorar ferramentas livres existentes repassando comentários e problemas para desenvolvedores e a comunidade de usuários, validar ferramentas livres como alternativas eficientes e eficazes para criação de animações profissionais de qualidade, e gerar documentação e tutoriais para que outros artistas possam aprender como usar ferramentas livres.

    Softwares usados na produção

    Os principais softwares usados na produção do anime são:

    O vídeo abaixo mostra mais detalhes do projeto Morevna.

    Os responsáveis pelo projeto ainda estão a procura de pessoas interessadas em participar, como ilustradores e 3D Designers.

    Se você quiser participar do desenvolvimento ou saber mais sobre este projeto, entre em contato com eles pelo email morevna.project [a] gmail . com.

    Mostra do Vídeo Livre 2010

    Estão abertas as inscrições para a Mostra do Vídeo Livre

    Mostra do Vídeo Livre

    Estão abertas as inscrições para a Mostra do Vídeo Livre, evento que será realizado pela Aliança do Vídeo Livre durante o 11o. Fórum Internacional do Software Livre (FISL), de 21 a 24 de julho, em Porto Alegre, RS.

    Produtores de vídeo que tenham obras publicadas com licenças permissivas (como Creative Commons) podem participar, independentemente da duração, gênero, ineditismo e data de produção do trabalho. Os vídeos selecionados pela organização da Mostra serão exibidos como parte da programação da Aliança do Vídeo Livre no FISL. Com a reunião destes trabalhos, a AVL Brasil espera fomentar os modelos de licenciamento livre entre as produções nacionais.

    Acesse o site da mostra – http://videolivre.org.br/mostra2010/

    Tutorial: Pintando um olho no GIMP

    Postando uma dica do Aurium!

    Ramón Miranda, o criador do Gimp Paint Studio, lançou seu primeiro tutorial de pintura com GIMP e GPS: Pintando un ojo en Gimp.

    Com uma rápida olhada você já percebe o quão completo é o material, tratando de detalhes sobre luz, técnica de pintura e uso do GIMP. Veja as ilustrações de alguns passos:

    Reconhecendo as linhas que definem a imagem. O "esqueleto"

    Reconhecendo as linhas que definem a imagem. O "esqueleto"

    Analisando quantitativamente a presença de sombras e luzes na imagem

    Analisando quantitativamente a presença de sombras e luzes na imagem

    Localizando as áreas de sombra e luz na imagem

    Localizando as áreas de sombra e luz na imagem

    Primeiras linhas para guiar a pintura. (baseadas no "esqueleto")

    Primeiras linhas para guiar a pintura. (baseadas no "esqueleto")

    Estudo de cores da imagem

    Estudo de cores da imagem

    Estudo de cores da imagem

    Como pincelar com a ferramenta de borrão

    Os vários passos da pintura comentados

    Os vários passos da pintura comentados

    O resultado final

    O resultado final

    Gostou?
    Baixe o tutorial em PDF: Pintando un ojo en Gimp
    Divirta-se!

    Instalando e testando o GIMP 2.7.1 no Ubuntu Lucid Lynx

    O Lucid Linx, recém lançada versão 10.04 do Ubuntu, não traz o GIMP como editor de imagens nativo em sua instalação. Em seu lugar entraram o editor de vídeos Pitivi e o gerenciador de imagens F-Spot, que ganhou novas funcionalidades de edição. Mas o GIMP ainda pode ser facilmente instalado a partir da Central de Programas do Ubuntu.

    Entre os argumentos da Canonical para a saída do GIMP está o fato de ele ser considerado uma aplicação mais “profissional”, com uma interface complexa demais para os usuários do Ubuntu. Apesar de ter alguns usuários mais antigos como adeptos, e até mesmo alguns usuários simpatizantes que aprenderam a editar imagens com o GIMP, fato é que um dos principais motivos para a pouca popularidade desta ferramenta sempre foi a sua interface em três janelas flutuantes, que causa estranheza e desconforto na grande maioria dos usuários que tentam migrar de outros editores como o Photoshop.

    Cedendo as incansáveis reclamações de usuários, os desenvolvedores da ferramenta decidiram implementar na próxima versão do GIMP o modo de “janela única”, mais parecido com outros editores, e que possibilitará uma migração mais confortável e uma curva de aprendizagem mais suave.

    O GIMP 2.8 será a próxima versão estável do editor. Enquanto isso, caso você queira conferir alguns dos novos recursos, é possível instalar e versão de desenvolvimento, que ainda é instável e pode conter alguns bugs, mas que vale a pena dar uma conferida!

    Instalando o GIMP 2.7.1

    Para fazer a instalação, vamos adicionar o repositório PPA Oficial do GIMP 2.7.1. Abra a janela do terminal e digite o comando abaixo:

    $ sudo sh -c "echo 'deb http://ppa.launchpad.net/matthaeus123/mrw-gimp-svn/ubuntu lucid main' >> /etc/apt/sources.list"

    Depois de adicionar o PPA, é preciso adicionar a chave GPG. Para isso, digite no Terminal o comando abaixo:

    $ sudo apt-key adv –recv-keys –keyserver keyserver.ubuntu.com 405A15CB

    Em seguida podemos atualizar os repositórios:

    $ sudo apt-get update

    Depois disso, estamos prontos para instalar o GIMP 2.7.1:

    $ sudo apt-get install gimp

    Atualizando: uma forma mais fácil

    Recebi dois comentários nesse post, dos usuários Rafael Raposo e Fabricio Biazzotto, sugerindo uma forma mais simples de fazer a instalação, adicionando o repositório já com a chave GPG. Segue abaixo:

    $ sudo add-apt-repository ppa:matthaeus123/mrw-gimp-svn
    $ sudo apt-get update
    $ sudo apt-get install gimp

    Agradeço ao Rafael e ao Fabricio pela colaboração ;)

    Janela Unificada

    Ao iniciar o GIMP 2.7.1 você vai perceber que ele ainda está com as três janelas flutuantes, além de um bug que faz com que a interface misture o Inglês com o Português.

    Para ativar a interface com janela unificada, basta ir até o menu Window e clicar na opção Single-window mode. Esse novo formato da interface faz com que várias imagens possam ser abertas para edição na mesma janela, sendo divididas em abas.

    Ainda existe um bug que faz com que tenhamos que ativar esse recurso a cada inicialização do GIMP.

    single-windows-mode

    Utilizando o GIMP com uma janela unificada

    Alguns dos novos recursos

    Agrupando camadas

    A nova possibilidade de agrupar camadas em pastas facilitará a tarefa de criar layouts mais complexos sem se perder. Podemos agrupar, mover ou ocultar várias camadas de uma só vez. Alguns recursos ainda precisam ser aprimorados, como a possibilidade de aplicar uma máscara ao grupo de camadas.

    Tageamento de recursos

    O GIMP se tornou ideal para quem trabalha com uma grande quantidade de pincéis, gradientes ou texturas, com a possibilidade de organizar esses recursos através de tags. Dessa forma, o usuário pode filtrar esses recursos através de uma tag específica.

    Salvar ou exportar

    Na nova versão, a opção de salvar arquivos se limita aos formatos nativos do GIMP, como o XCF. Foi adicionado ao menu uma opção para exportar as imagens para outros formatos como JPG ou PNG, o que para mim faz muito mais sentido.

    Pincéis dinâmicos e rotativos

    Agora os usuários poderão incrementar suas pinturas no GIMP aproveitando o suporte a pincéis rotativos, ou a possibilidades de alterar o aspecto de proporcionalidade e inclinação.

    Nova ferramenta de edição de textos

    Ferramenta de texto no GIMP

    Uma nova forma de se trabalhar com textos no GIMP

    Uma das novidades que mais me empolgaram é a possibilidade de trabalhar com textos diretamente na camada, sem que seja necessário edita-lo numa janela separada. Sobre o texto em edição ainda são exibidos atalhos para estilos como negrito e itálico. Porém a nova ferramenta ainda deixa a desejar em alguns aspectos, como a possibilidade de formatar apenas um trecho do texto dentro do bloco.

    1, 2… Testando!

    Todos esses novos recursos citados e outros mais ainda estão sendo testados e aprimorados. O GIMP 2.7.1 ainda é uma versão em desenvolvimento e instável, não recomendada para o trabalho de produção.

    Nos testes que eu realizei, apesar dos pequenos bugs a ferramenta se saiu muito bem, não apresentando problema algum nas edições feitas.

    Fique a vontade para testar e conferir por você mesmo a evolução dessa poderosa ferramenta, e ver que não vai demorar muito para termos uma alternativa livre totalmente a altura de qualquer tarefa de produção e edição de imagens :)

    Referências

    Ferramentas de apoio na produção de projetos web

    Tecnologia em Foco

    Tecnologia na Web, Revista Webdesign

    Início de um novo ano e mais desafios prometem movimentar o universo dos profissionais de internet. Além de procurar atualização sobre os conceitos fundamentais que ajudam a construir as bases para atuação na área, é preciso ficar atento também às novidades em termos de ferramentas de produção.

    Nos últimos tempos, o surgimento de novas opções e pacotes de software tem contribuído para melhorar o trabalho neste segmento. “Meu cotidiano com aplicações web se resume: ao Netvibes para guardar informações de fácil acesso; o trio da Google: Gmail , Reader e Calendar; o Remember the Milk, que é o centro da minha produtividade, onde uso a metodologia GTD em todas as minhas demandas; e, apesar de a aplicação já existir um tempo, conheci em 2009 o SlimTimer, um software muito bom de gerenciamento de tempo. Trabalho ele casado com o Remember the Milk. Quem conhece a metodologia GTD sabe como é importante prever o tempo de execução de cada tarefa. Normalmente, a gente faz uma previsão de acordo com a experiência anterior de uma demanda recorrente. Mas, quando é preciso fazer algo inédito, é fundamental trabalhar com o SlimTimer. Ao começar a trabalhar no projeto, acionamos o relógio e ele contabiliza todo o tempo em que você estiver nele. E, se esse trabalho for para uma agência, por exemplo, ainda dá para exportar uma planilha com tudo anotado”, revela o webdesigner freelancer Cristiano Santos (http://cristianoweb.net).

    “O novo pacote da Adobe, sem dúvida, facilitou muito o dia-a-dia no escritório! Mas não são só softwares gráficos que podem facilitar a vida dos profissionais de criação. Hoje, o Twitter funciona como uma ótima fonte de informações, que contribui muito para que estejamos mais antenados no que acontece no meio criativo e no mundo”, argumenta o designer Silas Augusto (www.silasaugusto.com), que atualmente dirige projetos internos e de reestruturação do grupo Guia de Motéis (www.guiademoteis.com.br).

    Neste cenário, Fernando Leite (www.fernandoleite.com), online content developer da Dell, lembra das extensões do navegador Firefox como elementos úteis no trabalho de criação e desenvolvimento de projetos web. “Não surgiram nesse ano (não sei precisar quando), mas cada vez mais temos add-ons para Firefox que nos ajudam no desenvolvimento. Destaque para os já mais do que conhecidos Firebug, Web Developer, ColorZilla e MeasureIt. Além disso, a Google vem lançado e aperfeiçoando aplicativos que ajudam no desenvolvimento/resultado final de projetos interativos.”

    Firebug

    getfirebug.com

    Como escolher as ferramentas ideais?

    Levando-se em consideração o ritmo de produção e diante de tantas novidades e das diversas opções existentes para se trabalhar com a criação e o desenvolvimento de projetos digitais, os profissionais precisam se cercar de alguns parâmetros para garantir a escolha adequada das ferramentas a serem utilizadas.

    Segundo Cristiano, em seu “#bunkerweb”, o planejamento do projeto é quem manda. “Nem proposta para um cliente eu faço se não houver um pré-trabalho. Fazer um bom planejamento é fundamental para tudo, inclusive, sobre quais softwares vou utilizar no projeto em questão. É comum, quando um trabalho tem uma demanda de criação de animação complexa em SWF, eu repassála para outro profissional que domine Flash, pois não trabalho com essa ferramenta. Porém, há casos em que eu mesmo faço animações mais simples, utilizando outras ferramentas mais específicas, como, por exemplo, banners ou thumbnails.”

    Já Fernando revela que procura trabalhar com as ferramentas que se sente mais à vontade, que tem maior domínio. “Normalmente, nos projetos que faço como freelancer, utilizo o Photoshop para criação de layouts e algum editor de HTML para codificar. Atualmente, tenho utilizado o Smultron (para Mac) e o PSPad (para PC). Além disso, uso o site ClockingIT (www.clockingit.com) para o gerenciamento do projeto.”

    “Tempo, público-alvo e formato (e-mail marketing, site, hotsite, banner etc.) são os principais parâmetros para a escolha da ferramenta. Como kit padrão, utilizo o pacote da Adobe: Photoshop, Illustrator, Flash, Dreamweaver, Premiere e InDesign (para projetos off-line)”, completa Silas.

    Neste debate, não podemos deixar de citar o software livre como uma ótima alternativa para quem trabalha com o design para mídias interativas. Durante a apresentação da palestra Web Design com Software Livre, Agni listou algumas opções: GIMP (editor de imagens), Blender (modelagem 3D), Scribus (paginação) e Inkscape (desenho vetorial). “Conheço o GIMP e posso dizer que é uma ótima ferramenta, principalmente no quesito mobilidade, uma vez que você pode levá-lo no pendrive e trabalhar no notebook, caso ocorra uma emergência. Tenho uma versão mobile que ‘mora’ no meu pendrive”, revela Cristiano.

    GIMP is the GNU Image Manipulation Program

    GIMP is the GNU Image Manipulation Program

    Especialização em uma ferramenta

    É comum vermos pelo mercado profissionais que acabam se tornando especialistas em apenas um pacote de ferramentas existentes para a criação e o desenvolvimento de projetos digitais. Diante deste cenário, a dúvida mais comum é: quais são as vantagens de se tornar um especialista e os riscos que isso pode trazer para a carreira de um profissional?

    “Acredito que existam mais riscos do que vantagens. Hoje, os profissionais precisam se especializar em áreas e não em ferramentas para dar conta do que o mercado pede. Ao se especializar muito em uma ferramenta podem acontecer situações bem complicadas. Um exemplo é um projeto exigir o fechamento do arquivo em CorelDraw para quem é especialista em Illustrator. Por mais que os softwares se conversem, não há uma padronização em relação às suas ferramentas e isso pode custar algumas horas a mais de trabalho para o reconhecimento da nova ferramenta”, alerta Silas.

    “Mais importante do que dominar várias ferramentas é dominar conceitos. Por isso, acho difícil que alguém não seja cont ratado para uma vaga, pois nunca usou determinado software, mas somente o concorrente. Talvez, no início, o profissional demore um pouco mais para executar determinadas tarefas, mas com o uso esse tempo vai diminuindo rapidamente”, complementa Fernando.

    Nesta discussão, é importante ressaltar uma reflexão apresentada na palestra de Agni, que citamos anteriormente. Segundo ele, “existe uma grande diferença entre saber como uma ferramenta funciona e saber o que fazer com ela“.

    “É comum ver pessoas estudando para aprender uma determinada ferramenta e deixando de lado o mais importante, que é o que fazer com ela. Erro cometido, principalmente, por quem está dando os primeiros passos na área. Procuro sempre fazer o processo contrário, que é primeiro pensar e estruturar bem a ideia para em seguida produzi-la em alguma ferramenta, de acordo com a necessidade. Lápis, papel e caneta são imortais e ótimos instrumentos de criação! Sempre gostei e incentivei essa prática para as pessoas que trabalham e trabalharam comigo”, diz Silas.

    “Tive um chefe, quando trabalhava em uma agência de publicidade, que sempre falava mal da minha geração por pensar com o mouse, por receber um briefing e ir direto abrir o Photoshop, Illustrator ou similares. A execução de uma ideia é somente a parte final de um projeto ou peça. Muito mais importante é pensar antes o que se quer, onde queremos chegar, quais os nossos objetivos. Ferramentas são somente ferramentas, não importa qual você usa, se no final você consegue chegar ao resultado que você tinha planejado”, ressalta Fernando.

    Matéria publicada na Revista Webdesign, na sessão Tecnologia na Web da edição 74, de fevereiro de 2010. Para visualizar o PDF com a matéria, clique aqui.

    Algumas questões sobre o HTML5

    what is html5?

    Você já testou o HTML5 hoje?

    O Hypertext Markup Language é a base da estrutura da Web. Sua última versão lançada é o HTML4.01, que teve sua recomendação aprovada no final de 1999 pela W3C. Porém, está chegando o HTML5, uma nova versão da linguagem depois de anos sem atualização, apresentando novas possibilidades de desenvolvimento que vem deixando desenvolvedores e empresas de tecnologia em grande expectativa.

    Será que já é hora de começarmos a adotar o HTML5 em nossos projetos?

    A evolução Semântica do HTML5

    Além das novas API’s, suporte multimídia, aprimoramento do uso off-line e melhor depuração de erros, a maior evolução que temos hoje no HTML5 é a Semântica, que diz respeito ao significado das marcações. Na atual versão do HTML não temos um padrão que determine exatamente os tipos de informação que colocamos em cada parte do documento. Os navegadores e buscadores não podem distinguir que uma determinada área da página é um cabeçalho, um rodapé, um menu ou um artigo, por exemplo. Dessa forma os desenvolvedores acabavam criando o seu próprio padrão de nomenclatura através de identificadores e classes.

    As novas marcações do HTML5 não terão uma visualização diferente da marcação <div>, porém elas trarão um valor semântico. Dessa forma, para identificar um cabeçalho, podemos usar <header> ao inves de <div id=”header”>. Essa padronização será usada por todos os desenvolvedores, e entendida por todos os navegadores, buscadores e sistemas informacionais, e facilitará a indexação dos dados e a troca de informações pelas diferentes aplicações na Web.

    A falta de consenso sobre os codecs

    Algo que vem causando grande euforia sobre a nova versão da linguagem, e que é um dos pontos altos do HTML5,  é o suporte nativo a recursos multimídia (áudio e vídeo) sem a necessidade de instalação de plugins no navegador. Mas ao mesmo tempo existe uma falta de consenso sobre qual codec deve ser usado para esses novos recursos.

    Enquanto a W3C recomenda o uso do codec Theora por ser um padrão aberto, outras empresas vem utilizando o codec proprietário H.264 em seus navegadores. Dessa forma temos os navegadores Firefox e Opera suportando apenas o Theora, enquanto o Safari e Internet Explorer 9 suportam apenas o H.264. Apesar do Chrome suportar ambos os codecs, o Google vem usando o H.264 no seu protótipo do YouTube em HTML5, além de recentemente ter adquirido e liberado o codec VP8E sob código aberto, como parte do projeto WebM.

    O HTML5 será o fim do Flash?

    O Flash vem assegurando seu espaço no mercado principalmente pela sua utilização em vídeos, banners, hotsites ou advergames. Porém ele vem deixando gradativamente de ser a ferramenta preferida de muitos desenvolvedores e empresas por vários motivos, como o tempo de carregamento, falta de acessibilidade ou problemas de travamento com plugins. Muitos apostam que os novos recursos do HTML5 (como a nova API para desenvolvimento de gráficos bidimensionais e a possibilidade de criar aplicações RIA) podem ser uma sentença de morte para o Flash.

    Eu acredito que não é o lançamento do HTML5 que fará com que empresas e desenvolvedores abandonarem o Flash. Pelo contrário, acredito que os novos recursos que o HTML5 trás fazem parte dessa ânsia do mercado por uma alternativa ao Flash que seja mais alinhada com os rumos que a Web vem tomando: mais semântica e acessível. Com a evolução de bibliotecas Javascript como o JQuery, e com as possibilidades que nos trará a nova versão do CSS3, acredito sim que o HTML5 possa ser uma alternativa ao Flash, mas não a curto prazo. Ainda é muito mais prático e rápido criar uma animação em Flash do que utilizando HTML/CSS/Javascript, e boa parte das agências e desenvolvedores tende ao mais cômodo.

    Mesmo afirmando que o Flash é insubstituível, a Adobe  já demonstrou publicamente uma preocupação com o HTML5, chegando a afirmar que os seus clientes estão sendo persuadidos por outras empresas a usar tecnologias alternativas ao Flash, principalmente pela Apple usar HTML5 em vez do Flash em seus aparelhos (iPhone, iPod Touch e iPad). Alguns rumores já acusaram a Adobe de tentar sabotar o progresso da linguagem através da sua atuação na aprovação dos padrões junto a W3C.

    Já está na hora de usar o HTML5?

    Apesar das últimas versões dos navegadores já suportarem as novas marcações, boa parte dos usuários não tem o hábito de atualizar seus navegadores, e isso faz com que a maioria das pessoas ainda não consiga visualizar as páginas estruturadas em HTML5. Além de que, apesar da linguagem já ter sido liberada, só será uma recomendação definitiva em 2012.

    Ainda não é hora de implementar definitivamente o HTML5 em nossos projetos, mas todos devemos começar a estudar seus novos recursos e a fazer testes. Os grandes nomes do mercado de tecnologia vêm disponibilizando os seus protótipos experimentais utilizando a nova versão, e isso é de grande valia. O mercado deve ir se preparando, e preparando os usuários.

    A quantidade de informações que podemos encontrar na Web já é bastante grande, basta fazer uma busca. Para referência sobre todas as marcações do HTML5 recomendo acessar o http://www.w3schools.com/html5/html5_reference.asp, e para ter acesso aos canais de participação dos grupos de trabalho da W3C, basta acessar http://www.whatwg.org.

    Bom divertimento ;)

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