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    Padrões Web, Design, Publicidade, Software Livre, e outras histórias!

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    Vídeo feito com Software Livre concorre no Cannes Young Lions

    Como um aquecimento para o Cannes Lions, nesse último fim de semana a Young Lions fez uma parceria com o Youtube, lançando o canal The Youtube Cannes Young Lions – 48 hours Ad Contest, onde jovens do mundo todo criaram e submeteram vídeos de carater viral sobre a ONG WaterAid.

    Na lista de Discussão do Inkscape Brasil, o Cícero Moraes mandou a dica do vídeo abaixo, produzido por ele e outros amigos, e que está concorrendo no 48 hours Ad Contest. O mais interessante sobre o vídeo é o fato de boa parte dele ter sido feita utilizando Blender, GIMP e Inkscape. Esse fato por si só já ganhou a minha simpatia!

    Para votar nesse vídeo, basta acessar o Canal no Youtube e pesquisar por teomacedo, e a pesquisa retornará o vídeo. Basta clicar no “joinha” e dar o seu voto!

    Parabéns Cícero pelo vídeo e pela participação :)

    Saiba mais:

    Design de Interfaces em CMS’s

    Design de Interfaces em CMS's

    Devemos ter os CMSs como soluções prontas também em questões de interface?

    Com a crescente demanda de fluxo de informação existente na Web, é imprescindível o uso de ferramentas que facilitem o processo de publicação e compartilhamento de conteúdo. A idéia de uma Web como plataforma colaborativa fez com que novos paradigmas sejam considerados no desenvolvimento dos projetos. Dentre os diferentes sites concorrentes nos diversos segmentos, a escolha do usuário se dará não só pela qualidade do conteúdo ou pela facilidade de uso, mas principalmente por aquele que lhe proporcionar uma melhor experiência.

    Seguindo essa linha de raciocínio, o trabalho de criação e de desenvolvimento de projetos digitais e interativos deve priorizar a experiência do usuário em sua concepção. Isso faz com que, em se tratando do sistema por trás da interface, não tenhamos que “reinventar a roda” a cada novo projeto, e sim trabalharmos com a idéia de sistemas pré-concebidos para a automatização de tarefas. O uso de ferramentas CMS’s proporciona uma maior qualidade aos sites, uma vez que dinamiza o desenvolvimento e permite uma maior atenção no projeto de Interface e na experiência do usuário.

    CMS’s podem limitar o Design de Interface?

    As interfaces devem ser projetadas de acordo com os objetivos do site e com o tipo de experiência que queremos proporcionar ao usuário. Para isso é imprescindível trabalhar-mos a hierarquia visual, para que ela forneça maior consistência nos elementos de navegação e maior facilidade de uso. Porém, devemos proporcionar muito mais que facilidade. Acredito que a estética tenha tanta importância quanto a usabilidade, pois é ela que irá cativar o usuário a consumir o conteúdo e interagir com o nosso produto, tornando a experiência mais agradável e interessante. Dessa forma, é essencial conhecermos bem os recursos que o CMS escolhido possui para possibilitar tais experiências de uso, assim como a flexibilidade de customização visual que a ferramenta fornece para atingirmos de forma integral a estética projetada.

    Acima de tudo, uma boa interface deve ser simples. Toda complexidade que possa existir para que os objetivos do usuário sejam atingidos deve ser possível de ser absorvida pelo sistema. Hoje existem inúmeras opções de CMS’s, algumas com finalidades específicas, outros escaláveis para diversas funcionalidades. É de extrema importância conhecermos bem as opções disponíveis, pois o que poderia limitar o design de uma interface nesse caso seria a escolha equivocada do CMS para o projeto.

    Pensando ainda na experiência do usuário, é essencial que na hora de projetar uma interface sejam definidos mapas mentais representando a forma que o usuário irá interagir com o produto, tanto no momento do lançamento quanto em futuras adequações. Dessa forma, no momento de definição dos fluxos de navegação e wireframes, assim como da criação de uma boa pregnância visual do projeto gráfico, devemos estar atentos tanto no que diz respeito a flexibilidade da interface quanto na escalabilidade do CMS. Na evolução natural que nosso projeto possa vir a ter, desde a inclusão de novos módulos de conteúdo, novas formas de orientação na navegação local e global, menus contextuais de acordo com o perfil do usuário ou outras ferramentas adaptativas, o maior desafio é manter uma sintonia entre as possíveis extensões da interface com a capacidade de implementação de novos portlet’s ou widget’s pelo CMS em uso, de forma que os diferentes objetivos do site sejam sempre facilmente atingidos pelo usuário.

    As interfaces prontas

    Normalmente as opções de CMS’s disponíveis possuem um painel administrativo pronto. Porém não há como projetar qualquer interface sem conhecer claramente as necessidades de quem irá utilizar o sistema, seja o usuário que irá navegar pelo site, ou a equipe que irá administrar o conteúdo. O WordPress, possui um painel administrativo relativamente simples, porém podemos encontrar dificuldades quanto a utilização de plugins que estendem suas funcionalidades, pois normalmente não seguem o mesmo padrão de interface administrativa. No Plone a administração do conteúdo é feita dentro da mesma interface de navegação utilizada pelos usuários, não havendo um painel de administração específico, o que divide opiniões quanto a facilidade ou confusão que isso pode gerar na administração dos conteúdos.

    Mesmo que a comunidade de alguns CMS’s venham demonstrando uma preocupação maior com a usabilidade e a experiência do usuário, como é o caso do Drupal para a sua versão 7, é essencial que haja uma avaliação do painel administrativo para cada projeto em específico, sendo feita um análise baseada em quem fará uso desta interface. Ao escolhermos um CMS para um projeto, devemos estar sempre atentos à flexibilidade que o sistema possui para a adaptação ou criação de um painel administrativo. O Django por exemplo, possui uma app de administração padrão, porém ela é opcional, havendo a possibilidade de a equipe desenvolver sua própria interface de administração.

    Evite equívocos no seu projeto

    Para a escolha adequada de qual ferramenta utilizar, é essencial a leitura das documentações dos principais sistemas disponíveis, assim como a troca de experiências em fóruns e listas de discussão, e a analise de outros sites baseados em gerenciadores de conteúdo. Assim, podemos conhecer melhor os recursos e possibilidades que cada CMS pode oferecer ao nosso projeto.

    Porém é sempre importante termos conciência de que além da escolha do CMS, outros fatores como a produção e gestão dos conteúdos, a arquitetura de informação, e até mesmo a veiculação de publicidade dentro do site, tem impactos diretos na concepção da interface, e vice-versa. A falta de comunicação e entendimento entre as equipes envolvidas em cada etapa do projeto podem acarretar os maiores equívocos dentro dos projetos de interface ;)

    Trechos desse artigo são mencionados na matéria “Design de Interfaces para CMS’s” publicada na edição 77 da Revista Webdesign nesse mês de maio, edição essa focada em Design de Interface. Confiram a revista nas bancas!

    A Canonical não acredita no Software Livre?

    Novo logo do UbuntuPrecisão, confiabilidade, colaboração e liberdade. Esses são os valores fundamentais que a equipe liderada por Mark Shuttleworth acredita que devam ser refletidas pelo Ubuntu, após uma revisão da marca em 2009. Esse processo resultou em uma grande novidade: o redesign de sua identidade. O Ubuntu 10.04 Lucid Lynx, nova versão da distribuição mais popular do GNU/Linux, traz um novo logo e um novo tema, mais leve e sofisticado… sem dúvida uma grande evolução visual.

    Minha empolgação poderia ir muito além disso, não fosse o relato de Dave Walker, um líder da comunidade Ubuntu que foi convidado pela Canonical para ir até seu escritório em Londres conferir o novo projeto gráfico. Em um artigo escrito para o site Linux User & Developer, Dave relatou que os designers envolvidos na nova concepção do Ubuntu utilizavam MACs e softwares proprietários na criação do projeto. Disse também que a equipe fez questão de salientar que gostariam de ter utilizado o Ubuntu e suas ferramentas no projeto, mas não tinham a familiaridade necessária para tal.

    Não quero aqui fazer qualquer comparação entre plataformas, ou entre softwares como GIMP e Photoshop. Acredito que essas comparações, assim como discussões sobre produtividade realmente não vem ao caso. Quero apenas afirmar que esse projeto gráfico poderia ter sido feito no Ubuntu, utilizando ferramentas como GIMP e Inkscape, sem sombra de dúvidas. Essas ferramentas possuem pleno potencial para isso.

    A Canonical, que tem a proposta de fazer um “Linux para seres humanos”, deveria ter a utilização de ferramentas livres como principal proposta nesse projeto. Mesmo eu acreditando que não existam muitos designers conceituados para trabalhar com branding dentro da comunidade, a Canonical deveria ter feito o esforço de reunir uma equipe de designers que tivessem intimidade com as ferramentas livres, mesmo que fosse para trabalhar em parceria com essa outra equipe. Existem ótimos profissionais utilizando Ubuntu no trabalhando de criação!

    Muita gente pode considerar que as ferramentas livres não estão devidamente preparadas para um trabalho profissional na área de design. Eu mesmo tenho muitas considerações a respeito. Porem aqueles que investem nesses produtos, tendo inclusive uma distribuição baseada em Ubuntu para produção gráfica e multimídia, tem o dever de incentivar o seu uso, até mesmo para alavancar a evolução dessas ferramentas.

    Novo tema do Ubuntu 10.04

    Novo tema do Ubuntu 10.04

    Em contra-senso com os novos valores definidos para a marca, a Canonical demonstrou uma “precisão” errada na escolha dos profissionais, falta de “confiabilidade” no seu produto, pouca “colaboração” com a comunidade, e nenhuma “liberdade” ao utilizar softwares proprietários no projeto.

    Leia mais:

    TEDx Vila Madá – Construindo um futuro comum

    TEDx Vila Madá

    Nosso Planeta – construindo um futuro comum. Esse foi o tema do TEDx Vila Madá, que aconteceu no último dia 29 de abril no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256 – Vila Madalena, São Paulo/SP), onde se debateu a urgência de um futuro mais sustentável, com base nos pilares social, econômico e ambiental.

    Entre os palestrantes, destaco a participação do Mario Mantovani (Diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica), que falou sobre a campanha “Os Exterminadores do Futuro”, e sua defesa da legislação ambiental brasileira. Também merece destaque Cristina Moreno (Coordenadora da Carta da Terra no Brasil), que falou sobre a essência da Carta, compartilhando o seu histórico de construção colaborativa.

    O TED é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1.984 pelos americanos Richard Saul Wurman e Harry Marks com o objetivo de espalhar novas ideias. Surgiu como uma conferência anual na Califórnia reunindo pessoas de três áreas: Tecnologia, Entretenimento e Design.

    Cumprindo com o espírito das idéias que merecem ser espalhadas, o TED criou o programa chamado TEDx. TEDx são encontros locais realizados de forma independente para reunir pessoas interessadas em compartilhar uma experiência ao estilo TED. Assim, surgiu o TEDx Vila Madá, movimento sem fins lucrativos, iniciado em dezembro de 2009, sob a licença do TED. Uma das iniciativas do TEDx Vila Madá é sua comunidade virtual, criada para reunir pessoas interessadas em compartilhar, debater e promover o valor das idéias e ideais.

    Mais informaçõs:

    Inkscape na mídia

    Nesse mês de março o Inkscape foi citado na edição 116 da Revista W, na matéria sobre Design de ícones para web. Na matéria, Jon Hicks (criador do logo do Firefox, Opera, entre outros) dá dicas sobre a criação de ícones, e o Inkscape é referênciado como uma alternativa livre aos conhecidos softwares de edição de imagens.

    O espaço foi pequeno, mas já é alguma coisa. Softwares como GIMP e Inkscape, apesar de terem muito o que evoluir, são alternativas consistentes aos softwares da Adobe ou Corel, e só precisam de mais publicidade… Precisam ser descobertos por mais profissionais! Por isso citações como essa da Revista W tem grande importância. O Inkscape também ganhou destaque na matéria de capa da revista Programas & Cia da editora Digerati, na edição 15.

    Quem quiser conhecer mais sobre o Inkscape, pode acessar o site da comunidade brasileira do programa.

    Desenho feito por Luciano Lourenço utilizando o Inkscape. Imagem retirada do Inkscapebrasil.org

    Web Semântica: o futuro

    “O segredo dos grandes web designers”. Esse é o título da matéria de capa da edição 117 da Revista W, que chegou as bancas nesse mês de abril. Para esta matéria, a redação da revista invadiu as melhores agências do mundo para saber o que os grandes profissionais da área estão fazendo para mudar a cara da web.

    Eu como bom enxerido, invadi a matéria para dar o meu pitaco sobre o que eu considero como uma das maiores tendências no desenvolvimento para web: a Semântica! Segue abaixo meu texto, que vocês podem ler na revista…

    Web Semântica: o futuro

    Com a nova proposta do HTML5, a Semântica é a tendência maior destaque no desenvolvimento Web.

    Semântica tem a ver com o significado das palavras. Na Web ela tem relação com o significado que as marcações do HTML podem fornecer para as informações que publicamos.

    Uma pessoa que queira viajar poderia comprar pela web passagens, reservar hotéis e passeios, tudo de acordo com o seu orçamento. Possuindo uma agenda online onde constassem o destino e o orçamento disponível, a compra das passagens e a reserva em um hotel poderiam ser feitas por uma aplicação, que poderia também recomendar os melhores passeios e bares de acordo com seus gostos publicados em uma rede social. Essa cena é uma das possibilidades da Web Semântica. No entanto, esta ainda é uma realidade distante.

    Muito nos preocupamos com a exibição de informações claras para as pessoas, e nos esquecemos que os dados são fornecidos para as pessoas por máquinas. Quando as informações não possuem um significado claro para as máquinas, a indexação dos conteúdos e a troca de dados relevantes que a web nos possibilita acabam por ser desperdiçadas.

    Quando se passou a dar a devida importância aos padrões de desenvolvimento da W3C, veio também a preocupação em explorar ao máximo os recursos do HTML e o significado contido em suas marcações. Mas ainda não é uma preocupação comum. Ao fazermos uma busca na Web por uma palavra como “Palmeiras”, por exemplo, podemos obter resultados sobre um time de futebol, uma planta, uma cidade, um bairro ou um ator. Isso porque a forma que as informações estão estruturadas na web não possibilita resolver essa ambiguidade.

    Hoje dá-se mais importância a publicação de conteúdo do que a organização. Por isso há necessidade de se atribuir significado as informações, tanto para organização quanto para a troca. A nova proposta do HTML5 dá uma luz nessa direção.

    Não perca a Revista W nas bancas!

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