Do Plone ao WordPress
Joomla, Drupal, PHP-Nuke, Moodle, Xoops… Com o atual fluxo de informação na Web, fica difícil imaginar qualquer site funcionando sem um Gerenciador de conteúdo por trás. Apesar de já ter testado uma porção deles, desde que coloquei o Agni.art no ar por volta de 2006, adotei o Plone como CMS para publicação de conteúdo.
Comecei a trabalhar com o Plone no final de 2006, e na época fiquei apaixonado. A customização é toda feita através da ZMI (Zope Management Interface), através do próprio navegador. O painel de publicação usa a mesma interface do site, diferente de outros CMS’s que tem um painel de administração totalmente desvinculado do Layout do site. Gostei de tudo isso!
O Plone é uma ferramenta poderosa, com diversos recursos para criação de portais completos, e com a possibilidade de instalação de “Produtos” (módulos que fornecem novas funcionalidades) que estendiam seu potencial. Entre os sites feitos utilizando o Plone como CMS estão o site do Governo Federal, do Museu de História de Chicago, Nasa Science, entre outros. É difícil encontrar alguma demanda que o Plone não possa suprir.
O Plone é um Sistema de Gerenciamento de Conteúdo (CMS, de Content Management System) escrito na linguagem Python e que roda sobre um Servidor de Aplicações Zope e sobre o framework CMF (Content Management Framework). (fonte: Wikipedia)
Matando mosquito com bala de canhão
Sendo eu apenas um Designer de Interface, as primeiras dificuldades que encontrei no uso do Plone foi o fato de ele ser escrito em Python e ZPT (Zope Page Template), linguagens com a qual eu não tinha nenhuma intimidade. Esse fato também faz com que seja difícil encontrar muitas opções em hospedagem para sites em Plone. As possibilidades que eu tinha para estender o Plone, adapta-lo as minhas necessidades e configurar novos produtos logo ficou bem limitada.
Também não tive muito sucesso na busca de soluções na comunidade Zope/Plone. Sempre achei a comunidade meio radical e fechada com quem não é programador. As respostas para a maioria das questões que eu levantava eram links para buscas no Google ou para a documentação do Plone, acompanhados da resposta “estude”. Eu não sou programador, e nem viria a ser um apenas para manter meu site no ar da forma que eu desejava, e não iria tentar aprender Python ou ZPT apenas para customizar meu site pessoal.
Com o tempo também comecei a sentir dificuldade na customização. Criar templates para o Plone me parecia meio complicado, era preciso uma experiência mais avançada com o sistema, tanto para a criação como para a instalação de um template. Comumente eu optava por criar um código CSS que sobrescrevesse os estilos aplicados ao template padrão, e isso por vezes se tornava uma tafera mais árdua do que devia.
Desde o início, a função básica do Agni.art sempre foi publicar artigos que eu escrevia para alguns portais especializados como o Imasters e Webinsider, além de publicar slides de algumas palestras que ministrei. Porém o Plone é uma ferramenta para a construção de portais, e eu sempre usei apenas alguns dos muitos recursos disponíveis. Eram muitas funcionalidades para pouca demanda… Era como matar mosquito com bala de canhão!
Para completar, o lançamento do Plone 3 veio complicar mais ainda minha vida. O projeto do CMS foi totalmente reformulado, e tornou-se um sistema bem diferente do que eu estava habituado a usar. Definitivamente eu não iria atualizar meu site para essa nova versão.
Simplificando a vida com o WordPress
O WordPress é um sistema de gerenciamento de conteúdos escrito em PHP com base de dados MySQL, especialmente para a criação de blogs. WordPress foi criado a partir do já desaparecido b2/cafelog e é hoje, junto com o Movable Type, o mais popular na criação de Weblogs (fonte: Wikipedia).
Por volta do início de 2008 comecei a ter contato com o WordPress, logo depois de ler uma matéria na revista Web Design. Confesso que foi amor a primeira vista :)
Comecei então a estudar o WordPress. Cheguei a ministrar oficinas sobre o mesmo em alguns cursos e eventos. É uma ferramenta simples de se trabalhar, que diferentemente do Plone não vem com mil recursos por padrão, mas pode facilmente ser estendido para diversas finalidades. A comunidade do WordPress se mostrou muito mais aberta que a do Plone, e o uso do PHP para mim foi um facilitador, pois já tinha uma familiaridade com a linguagem. A quantidade de tutoriais disponíveis é enorme, e a facilidade de entender a documentação, de criar ou instalar templates e plugins (módulos que fornecem novas funcionalidades, assim como os “produtos” no Plone) é muito prática. O WordPress tornou-se para as minhas necessidade a solução perfeita. Entre os sites que utilizam o WordPress como CMS, posso destacar o site do Ministério da Cultura, o Catraca Livre e o Eletrocooperativa.
Devido as minhas dificuldades com o Plone, o Agni.art ficou cerca de 3 meses fora do ar, até que em dezembro de 2009 finalmente fiz a migração do Plone para o WordPress. Com ele consegui dinamizar o processo de gerenciamento e publicação de conteúdo, e podendo estender o WordPress de forma bem mais simples e rápida do que vinha fazendo com o Plone.
Não quero dizer aqui que o WordPress é uma ferramenta melhor que o Plone. Mas foi a ferramenta que melhor se aplicou as minhas necessidades. Existem diversas ferramentas de gerenciamento de conteúdo disponíveis, com licenças livres (como Creative Commons ou GPL), e cabe a cada um estudar o caso e encontrar aquela que melhor satisfaça as necessidades de seu projeto :)
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Agni,
No final do ano passado peguei um projeto pra montar um site e acabei fechando com um amigo meu que sugeriu a utilização do Drupal. Não sei se por estar acostumado com o WordPress, mas achei estranho justamente o fato da interface de publicação ser junto com o site.
Nesse ponto acho tão mais bem resolvida a interface do WordPress!
abraços
@Mauricio R. Gouvea
Pois é Mau… já gostei disso, mas hoje acho mais bem resolvido um painel desvinculado da interface do site… como o WordPress :)
Abraço camarada…
Em 2006, tive que montar um site de conteúdo dinâmimico. Devido a minha afinidade com python, adotei o Plone/Zope.
Apesar de na época não saber nada de CMS, achei a documentação bem detalhada e pude customizar o site com relativa rapidez, sem precisar de livros comerciais. Usei somente a documentação do projeto.
Outro ponto que gostei muito foi a portabilidade do site de uma máquina Linux para uma Windows.
Hoje o Plone/Zope possui um visual mais agradável. Claro que não se compara com um Joomla. Mas, na época, meu critério foi flexibilidade e facilidade de uso. Queria algo funcional e equilibrado.
Peguei antes da transição para o Plone3. Toda transição é complicada. No entanto, já li notícias de incompatibilidade de versões de PHP e de alguns CMS. Não lembro agora qual deles.
Recomendo os interessados a testarem as soluções. Pensem no projeto de ponta-a-ponta. Designer, programador, usuário, administrador, segurança, servidor, portabilidade, documentação, etc.
@Neves
Perfeito Neves, concordo com você. As dificuldades com o Plone relatadas no texto são as “minhas dificuldades”. Assim como você disse, eu eu também no texto, cabe a cada um estudar o caso e encontrar aquela solução que melhor satisfaça as necessidades de seu projeto, e melhor se encaixe no seu estilo de trabalho :)
Valew… abçs
O Plone 3 veio para tentar resolver os sérios problemas de complexidade absurda do Plone 2.
É até difícil falar em migração, já que parecem ser coisas totalmente diferentes. Por mim, poderiam simplesmente tentar migrar tudo para o Zope3 de uma vez por todas, deixando de lado o bicho de sete cabeças que é o Zope 2, uma monstruosidade.
Depois que comecei com o Drupal , não uso outro cms! A não ser um wordpress quando o projeto é um blog ;). mas não pra todos, depende do cliente…
… e esse recurso de “interface de publicação ser junto com o site” no Drupal pode ser substituido de 2 formas: em “confiurações do site > tema para área de administração” bem simples. A outra maneira de mudar é instalando o Módulo Admin. Esse sim muda radicalmente, desvinculando totalmente as paginas de administração.
Também uso o rails e o estudo o Django, TurboGears, mas esses não cms…
Ah, se o plone quer se nivelar ao joomla, tá se nivelando por baixo hein.. (hehe)