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    Padrões Web, Design, Publicidade, Software Livre, e outras histórias!

    Palestra “Web Design com Software Livre: Processo de Migração”

    Nos dias 16 e 17 de maio aconteceu na Faculdade Anhanguera de Santa Barbara D’oeste no Interior de São Paulo, o 1° Simpósio de Software Livre de Santa Barbara e Região, contando com diversas palestras e mini-cursos.

    No dia 17 tive a oportunidade de encerrar o evento com a palestra “Web Design com Software Livre”, onde abordei a questão do processo de migração para quem trabalha com Design para a Web, através de uma forma de aprendizado baseado no Conceito, e não nos Softwares (“aprender Edição de Imagens” não deve ser confundido com “aprender Photoshop”).

    Slides da Palestra “Web Design com Software Livre”

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    Vitrine Submarino 3.4.1

    Padrões “GUI”, “Ajax” e Arquitetura da Informação

    Por Ricardo Nogueira Maekawa

    No fim dos anos 1990, quando a internet passou a ser solicitada como mídia e começou a ser implantada no mundo todo de maneira sistemática e intensiva, as interfaces gráficas de usuário já estavam em nível avançado de desenvolvimento. Mac/Os e o Windows já estavam por ai e em edições relativamente avançadas. Afinal, já passara 20 anos desde a criação da interface Xerox PARC, que foi marco para o primeiro sistema operacional dotado de “GUI”. GUI” é abreviação para Graphical User Interface e traduz-se em uma interface que permite a interação humano-computador por meio de ícones e controles associados à texto. Um sistema dotado de GUI permite que um usuário utilize um “dispositivo ponteiro”, como o mouse por exemplo, para manipular esses icones e controles. Antes, o usuário era obrigado a interagir com o computador por meio de linhas de comando.

    20 anos de desenvolvimento é um tempo considerável. A área de desenvolvimento de software já usava e abusava dos “GUI” Design Patterns, onde três padrões tornaram-se capazes de atender a grande maioria das necessidades dos softwares que estavam sendo desenvolvidos. Esses três padrões ficaram conhecidos como “Multi-Document Interface”(MDI), “Single Document Interface” e “Tabbed Document Interface”(TDI).

    • O padrão MDI é um tipo de interface onde múltiplos documentos podem ser abertos dentro de uma única janela. Cada um desses documentos, por sua vez, abrem-se cada qual em uma janela, dentro da janela “pai”. Um exemplo de aplicação que usa um padrão desse tipo é o Adobe Photoshop.
    • O padrão SDI é um método de organização de interface gráfica onde cada documento que é aberto pela aplicação está sempre associado à inicialização de uma nova instancia da aplicação. Um exemplo bastante popular do uso desse tipo de interface é o Internet Explorer 6.0.
    • O padrão TDI é popularmente conhecido como navegação por “Abas”. Esse padrão permite que múltiplos documentos sejam abertos dentro de uma única janela do aplicativo onde é possível navegar entre eles por meio de um sistema de abas. Essa foi uma grande funcionalidade implementada na versão no Internet Explorer 7.0.

    Portanto, dá pra ver com certa facilidade que esses três padrões trabalham de maneira cruzada. Quer dizer, as novas versões de browsers, por exemplo, oferecem a possibilidade de abrir um novo documento em uma aba, ou em uma nova instância do aplicativo. Quer dizer, ele pode funcionar no modo MDI ou no modo SDI. Há também softwares que operam em modo MDI mas são capazes de implementar o padrão TDI dentro de determinadas janelas da composião MDI.
    Mas o que isso tem a ver com o que estamos falando? Isto é, com a Web, com a Arquitetura de Informação e seus termos para descrição de esquemas de navegação?

    Fator “Ajax”

    O que aconteceu no início da Internet até mais ou menos 2004, foi que todos esses conceitos das GUI eram totalmente inaplicáveis ao principal ambiente de interação gráfica da web, os browsers. A inaplicabilidade dos conceitos tinha três razões primordiais. Limitação de banda, o poder de processamento dos pcs e por conseguinte dos navegadores. Então, o ambiente de aplicação desktop lançava o navegador, que por sua vez usava o padrão SDI para lançar uma determinada página web. Mas essa página traduzia-se essencialmente em sistemas de hypertexto ( Ted Nelson – 1960), quase nada mais que conteúdos informacionais inter-relacionados por links. Não que aplicativos baseados na web eram inexistentes. Os webmails, por exemplo, já estavam em cena, mas era como se o desenvolvimento de software estivesse frente à uma estrada de terra esburacada, quase que totalmente diferente de suas vias tradicionais. Não havia perspectiva de mudança a curto prazo, uma vez que mudar não se tratava de uma questão de desenvolvimento de software apenas, mas sim de desenvolvimento de infra-estrutura. Não dava para usar os padrões GUI ali. As forças que regiam aquele ambiente eram totalmente diferentes. Soma-se à isso tudo, o fato da rede estar sendo solicitada como mídia.

    Esse novo contexto demandava novos paradigmas para o desenvolvimento de interfaces digitais em navegadores. Grande parte do esforço demandado estava na criação de esquemas de navegação para grupos de documentos informacionais e também para algumas aplicações simples Portanto, pista livre para o desenvolvimento da Arquitetura da Informação. E a missão dessa disciplina foi basicamente a de decompor as unidades que formavam os padrões para que as peças pudessem ser usadas de maneira independente. Quer dizer, sob certo aspecto, pode-se dizer que um GUI design pattern nada mais é que um agregado de sistemas de navegação, que permitem determinados tipos de navegação -dependendo da ocasião- e que atendem à um determinado caso-de uso .

    Era impensável falar em padrões GUI na web até um cara chamado Jesse James Garret escrever um artigo datado de fevereiro de 2005 chamado “Ajax: a New Approach to Web Aplications“. A partir dessa data, os navegadores passaram a ser encarados como plataformas de lançamento de aplicativos. E isso abriu precedente para a retomada do uso de toda linha de pesquisa dos GUI Design Patterns na web. Essa linha de pesquisa, somada à linha de pesquisa da Arquitetura da Informação são capazes de dar suporte ao desenvolvimento de todo tipo de aplicação na web, em todos os seus níveis.


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    Vitrine Submarino 3.4.1

    A Mídia Tradicional e a Mídia Independente nos tempos da Web 2.0

    Antes da ascensão da Web Colaborativa, a Mídia Independente – rádios comunitárias (rádios-pirata), jornais de baixa circulação e fanzines – apesar de nunca deixarem de ser vistos com uma dose de cautela pela Grande Mídia (Rádios e TV’s, Revistas e Jornais), Governos e Corporações, nunca foi vista de fato como grande ameaça aos seus interesses. Mas, com o advento da Web Colaborativa (ou como alguns preferem chamar, Web 2.0), onde o custo para a publicação de conteúdo com alcance Global é praticamente zero, a Mídia Independente pode crescer de forma exponencial, através de veículos como listas de discussão, boletins por correio eletrônico, Redes Sociais, Podcasting de áudio e vídeo, Blogs e Fotologs, trazendo à público de forma muito mais impactante informações que contradizem o que é veiculado pela Mídia Tradicional, ao ponto de fazer tremer a Grande Mídia (vide a briga Estadão X Blogueiros).

    Mas será que toda forma de Mídia Independente na Internet é realmente Independente? Será que os modelos de Mídia Independente na Web não podem ser manipulados por interesses de terceiros?

    Desde sempre pudemos verificar na Grande Mídia (principalmente em épocas de eleição) tentativas de induzir e influenciar (quando não alienar) ideologicamente a população, tanto por interesses políticos como financeiros (recomendo que assistam os filmes “Muito além do Cidadão Kane” e “Quanto Vale ou é por Quilo?“). Basta pesquisar quantos políticos hoje são diretamente concessionários de rádios e TV’s para reforçar essa idéia. Desde sempre, a Mídia Tradicional procura fornecer uma enxurrada de informações, em grande volume e velocidade, para que a população possa apenar assimilar e aceitar as informações, e nunca analisá-las. Mas claro que nem toda a Mídia Tradicional tem esse caracter (não podemos nunca generalizar), porem salvo raras excessões. Iniciativas Independentes de manifestar opiniões podiam ser facilmente desacreditadas pela Grande Mídia, por não terem de fato grande veiculação nem um espaço impactante o suficiente para replicas.

    Porém essa história, na atual fase Colaborativa da Web, é bem diferente. Hoje temos uma enxurrada de informação publicada de forma independente (um Jornalismo Cidadão, como alguns preferem chamar), e que não são apenas empurradas garganta abaixo, mas discutidas (vide as Listas de discussão, comunidades no Orkut ou comentários nos Blogs). Já temos hoje diversos portais de notícias feitos por pessoas comuns e que participam diretamente dos fatos, como o WikiNews e o CMI, o que gera uma informação independente, confiável, precisa, abrangente e relevante. Porém não é difícil encontrar conhecidos Portais na Web que, aproveitando a onda, criaram sua própria área de “Leitor-Repórter”, o que não deixa de ser um aproveitamento comercial do material gerado por leitores.

    Hoje, a Grande Mídia Tradicional, que sempre subjugou a capacidade da população de fazer algum julgamento racional e inteligente das informações veiculadas, hoje pode ser rebatida por um grande número de indivíduos publicando informações com grande alcance e velocidade. E por mais que boa parte da população das periferias ainda não tenha acesso a Web, acabam sendo atingidas indiretamente por esse conteúdo, por novos indivíduos formadores de opinião, que podem obter essas informações, e interagir e discutir com essas pessoas.

    Apesar da Grande Mídia, Governos e Corporações ainda usarem de táticas que procuram promover o medo, incerteza e dúvida com relação a Mídia Independente (assim como acontece nas campanhas das empresas de Software Proprietário contra o Software Livre), o receptor final das informações veiculadas já não é mais passivo como em outras épocas, e tem cada vez mais senso crítico e acesso a informações de qualidade.

    Porém, há que se ter cuidado com certas informações lidas nas esferas independentes da Web, como Blogs e Redes Sociais, pois por serem meios onde a informação pode circular de forma anônima, fica fácil (e é feito) para Empresas e Políticos interagirem nos meios Independentes. Nada garante, por exemplo, que indicações no Digg, comunidades no Orkut ou vídeos publicados no Youtube sejam feitos por pessoas de forma Independente ou por Governos e Corporações se passando por indivíduos independentes, trabalhando para induzir a opinião pública de forma Viral. Algumas agências e empresas já anunciam ter pessoas especializadas em interagir dentro de Redes Sociais para campanhas publicitárias. O problema é que não sabemos quantos Políticos, Entidades e Corporações em geral tem pessoas agindo dentro de Redes Sociais para disseminar campanhas ideológicas. Basta analisarmos a quantidade de Comunidades e Perfis no Orkut criados na última eleição para promover ou denegrir candidatos e partidos, para se ter uma idéia do que quero dizer.

    Podemos concluir que, com a democratização e crescimento cada vez maior da Web Colaborativa, a Mídia Independente tende cada vez mais a crescer, a população tende cada vez mais a ter voz ativa, senso crítico e opinião própria. Porém, ainda temos que ser bem cautelosos e ter um senso crítico cada vez mais apurado contra as investidas daqueles que detém o Poder, contra essa nova forma de Liberdade de expressão.

    Como diria o ex-Dead Kennedy Jello Biafra, “não odeie a mídia: seja a mídia!”

    “Ser uma alternativa à mídia oficial e contribuir para que as pessoas possam ter senso crítico. A mídia tradicional tem o poder de aliciar corações e destruir mentes. O radical não se sente dono do tempo, nem dono dos homens, nem libertador dos oprimidos. Com eles se compromete, dentro do tempo, para com eles lutar.” (PAULO FREIRE)


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    Palestra “Conceitos de Design”

    Palestra ministrada nos dias 10/11 (Microcamp, São Bernardo) e 30/11 (Microcamp, Santo André) para o Workshop “Processo de Criação”, voltado principalmente para os alunos do curso de Web Design Developer.

    O conteúdo da palestra foi baseado no artigo “Conceitos de Design: Função, letras, cores e formas”

    Slides da Palestra

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    Intercon 2007

    Estive presente no segundo dia do Intercon 2007 (sábado, dia 27/10), que aconteceu no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

    Um dos destaques do Evento foi o entrevistador Luli Radfahrer, que é Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, de onde também é professor há mais de dez anos. Com seu jeito irreverente, conseguiu descontrair os congressistas e os palestrantes, além de fazer ótimas entrevistas e comentários sobre os temas abordados.

    As 9:30h começou a primeira palestra, “Painel: Visão crítica da nova internet e como ela influencia no Brasil”, que contou com a presença de Carlos Merigo (Brainstorm), Cris Dias (Vilago), Fabio Seixas (Camiseteria) e Mauro Amaral (Carreira Solo), que mais parecia um papo informal e bem humorado na sala da casa de um deles, com os quatro acomodados em poltronas tendo uma conversa sobre os grandes projetos que regem a internet atual. Foi um papo bem abranjente, que divertiu e atualizou a galera sobre o que anda rolando na Web.

    As 11:30h Luli anuncia um acontecimento paralelo: enquanto Pedro Venturini (Consultor de Vendas Online do Itaú) fazia no auditório a palestra “O impacto da internet no mercado tradicional”, aconteceria do lado de fora a “Desconferência”, onde reuniram-se alguns congressistas para discutir temas como Publicidade, Modelos de Negócios, Métricas e Estratégias na Web 2.0. Foi um ambiente bem propicio à troca de idéias e Networking.

    As 14:00h foi a hora da monótona palestra Negócios 2.0, com Marcello Povoa, Dir. de Marketing da MPP Solutions e José Luiz Martins, Dir. de Tecnologia da MPP Solutions. Esta palestra foi o ponto mais fraco do evento, onde os palestrantes falaram mais sobre o trabalho da MPP Solutions e seus Cases, porém misturando superficialmente diversos assuntos, sem realmente esclarecer nenhum. Mais tarde na entrevista com Luli, depois de uma pergunta da platéia, José Luiz Martins responde com a frase: “Meu negócio não é fazer palestras, e sim vender produtos”. Eu concordo plenamente.

    O esperado “Se vira nos 3″, onde alguns representantes de grandes agências analizariam alguns portifólios inscritos e fariam algumas contratações, acabou sendo cancelado para o sábado (com as devidas desculpas da organização), tendo acontecido somente na sexta.

    Para encerrar, as 16:30 tivemos a palestra “Convergência de mídias e o novo consumidor”, com Sergio Mugnaini, Diretor de Criação da Almap BBDO, onde pudemos acompanhar seus comentários sobre diversos Cases de grande sucesso, para clientes como Antarctica, Bauducco e o chocolate Twix.

    No geral, o Intercon foi novamente um grande evento e obteve sucesso mais uma vez. Um ótimo espaço para Networking e discussão (Inclusive durante a palestra, onde o pessoal ficou constantemente Twittando o tempo todo), além de grande fonte de informação. Mais uma vez o Imasters está de parabéns!


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