Porque usar Software Livre no Design?
- janeiro 2nd, 2010
- Posted in design . software livre
- By Agni
- Write comment
Qual o motivo para usarmos ferramentas como GIMP e Inkscape no trabalho com Criação
Ano novo, expectativas novas… Mas algumas questões ainda permanecem!
Sendo eu um profissional de Criação, e utilizando constantemente no trabalho um iMac e as ferramentas da Creative Suite da Adobe, nunca escondi a minha predileção pelo uso de Software Livre para a área de Design, tendo inclusive ministrado várias oficinas sobre essas ferramentas. Em qualquer projeto que não envolva o meu “emprego oficial”, estou sempre adotando o uso de ferramentas como GIMP e Inkscape, dentro do Ubuntu Studio.
Uma porção de vezes pude ouvir de outros colegas de profissão comentários do tipo “mas Photoshop não é melhor?” ou então “Linux não é coisa de Hacker?”. Vamos pensar em algumas respostas…
As ferramentas livres para Design, como GIMP ou Inkscape, superam ferramentas proprietárias?
Na minha sincera opinião, não. Apesar de eu considerar ferramentas para Desenho Vetorial como o Inkscape e o XaraXtreme melhores do que o Corel Draw, não posso dizer que as ferramentas livres superam softwares como o Photoshop, Illustrator ou Indesign. A quantidade e qualidade dos recursos, a interface, ícones, atalhos, automatização, ainda são superiores nas ferramentas proprietárias.
Nesses aspectos, considero que os motivos para isso sejam os seguintes:
- Ferramentas livres como GIMP e Inkscape não tem tanto tempo de existência quanto as ferramentas proprietárias mais usadas. Penso, por exemplo, que o GIMP se equipara a versões mais antigas do Photoshop;
- Nas comunidades que desenvolvem essas ferramentas livres, não existem tantos Designers para um aprimoramento mais refinado das Interfaces, a Iconografia não é tão bem trabalhada, e nem parece haver um planejamento adequado das funcionalidades. Constantemente a comunidade do Software Livre considera como “Designers” pessoas que sabem simplesmente manipular bem um software de Edição de Imagens. Porém o Design se referencia muito mais como Projeto, e vários estudos e conceitos são necessários para um Projeto Gráfico coerente, e uma Usabilidade consistente. Creio que Desenvolvedores não são as pessoas mais apropriadas para trabalharem nessas questões;
- O Suporte a CMYK e Pantone dessas ferramentas, por mais que sejam possíveis com softwares como Scribus para a área de Desktop Publishing, e por mais que venham evoluindo em ferramentas como GIMP e Inkscape, não tem ainda uma consistência adequada para um trabalho mais profissional;
É possível trabalhar com Criação utilizando somente Software Livre?
Creio que profissionalmente na área de Desktop Publishing, ainda não é possível. Isso devido a recursos limitados dos Softwares e dificuldades no fechamento dos arquivos para impressão.
Porém, na área da Web é totalmente possível, isso pelo simples fato de que o processo de criação não depende de uma ferramenta, e sim de conceitos aplicados. Não adianta saber como uma ferramenta funciona se você não souber o que fazer com ela. Para trabalhar com criação, devemos ter conhecimentos multidisciplinares, assim como disse Alexandre Wollner:
“O Web Design é um fragmento do Design. Não existe Web Designer. Existe o Designer que faz Web, e este profissional tem que aprender tudo, tipografia, fotografia, semiótica, gestalt, matemática, ótica, percepção, comportamento humano, etc. Senão, ele não consegue fazer Web.”
Acredito muito na ideia da Relação 80/20 aplicada aos softwares, isto é, executamos 80% das tarefas utilizando apenas 20% das ferramentas disponíveis. Acredito também que o uso excessivo de recursos, brushers e efeitos prontos dos softwares proprietários acaba criando certos clichês e tendências desnecessárias no Design, fazendo com que os projetos gráficos percam o foco no público-alvo, e acostumando o Mercado a ideia de não haver necessidade de estudo para a criação das peças gráficas. Cria-se assim uma necessidade estética sem função definida.
Porque eu uso Software Livre na área de criação?
Considero o uso de ferramentas como GIMP e Inkscape um estímulo ao processo de criação. Penso que não devemos ser dependentes de uma ferramenta específica para qualquer tipo de trabalho, e acredito que a qualidade dos projetos não deve estar vinculada ao uso de um software, e sim ao talento do profissional. Essa afirmação não é de forma alguma um atestado de inferioridade das ferramentas livres. Apesar de ainda ter muito o que evoluir (o que é natural), essas ferramentas tem sim grande qualidade e potencial.
Também acredito em outras questões – essas sim de cunho mais ideológico – de que o que impulsiona o Movimento pelo Software Livre não é o fato de o mesmo ser “Economicamente viável” ou “Tecnologicamente sustentável”, mas sim o fato de ser “Socialmente Justo”. Acredito que para haver uma independência econômica para o Brasil e outros países, uma das principais necessidades é que se tenha autonomia tecnológica. As possibilidades que os Softwares Livres trazem para o aprendizado e a produção tecnológica permite que seja reduzida a dependência que temos hoje das empresas estrangeiras, e o uso de ferramentas livres estimula a produção de software de código aberto, ajudando a proporcionar essa autonomia tecnológica.
E você, por acaso já testou alguma dessas ferramentas? Já tentou editar suas imagens com o GIMP, ou fazer seus desenhos no Inkscape? Faça o download e experimente, assim sem compromisso mesmo :)
Perfeito, Eduardo.
Concordo plenamente contigo, e é perfeitamente possível trabalhar design para web usando Linux, Inkscape e GIMP.
As principais dificuldades ou pontos negativos nestes 2 softwares, na minha opnião, são:
- GIMP: a interface dele não é tão prática quanto a do photoshop. É possível mudá-la já na versão atual para que ela fique um pouco melhor. Mas felizmente já estão trabalhando em uma nova UI para ele, mais próxima dos softwares da área.
- Inkscape: o ink tem alguns defeitos na interface, os ícones das ferramentas podiam melhorar bastante, talvez seguindo o modelo dos ícones de painel do ubuntu 9.10. Outra coisa é que muito recurso do inkscape está escondido, dentro dos menus, e não possuem uma interface muito trabalhada. Além disso, o pior do Ink, é uma lentidão quando você começa a usar muitos recursos, como sombras, transparências, texturas e efeitos, tudo num mesmo lugar. Mas isso talvez nem seja culpa do Inkscape, e sim da biblioteca Cairo.
Se alguém duvida que é possível trabalhar com softwares livres na área de design, pode visitar meu portfólio: http://designlivre.net/portfolio onde 90% dos trabalhos são feitos com SL. ;-)
Diria que tais ferramentas hoje atendem com folga o mercado publicitário como um todo em larga escala. Caso o cenário não fosse este, atualmente eu estaria sem trabalho.
Portfólio : http://razgrizbox.wordpress.com
@Razgriz
Como vai Raz?
Conheço seu trabalho e admiro muito…
Sou um grande entusiasta das ferramentas livres também, e trabalho sempre para promovê-las e dissemina-las… mas para que a evolução das mesmas continue ascentente, acredito que precisamos ser realistas com relação ao mercado: o mercado ideal não existe… apenas o real existe. Uma parte desse mercado pode sim ser atendida com as ferramentas livres… porém outra parte desse mercado depende ainda de prazos muito curtos (trabalho a cinco anos com Gimp, já ministrei uma dúzia de oficinas dessa ferramenta, e sei que a produtividade do Photoshop ainda é melhor… basta compararmos os atalhos de teclado pra ter uma ideia disso), outra parte do mercado ainda depende muito de formatos proprietários de arquivos (por hábito, ignorância, ou limitações de hardware), isso sem falar da consistência dessas ferramentas livres com os perfis de cores (CMYK e Pantone), que não traz confiabilidade na área de Desktop Publishing.
Você não está sem trabalho hoje porque (1) seu trabalho é de qualidade e (2) você atingiu o nicho possível dessas ferramentas.
Essas ferramentas continuaram evoluindo, e isso depende muito de nossos trabalhos na disseminação das mesmas, na luta pela padronização dos formatos de arquivos abertos, no auxilio aos desenvolvedores das comunidades desses softwares, e (acima de tudo) na promoção do fato de que trabalhos de qualidade na área de Publicidade/Marketing/Design depende muito mais de conceitos aplicados do que de softwares :)
Um abraço…
compartilho da opinião, principalmente do desenvolvimento de projetos para a internet, ser possível em sua totalidade ser desenvolvida com ferramentas livres, como o Gimp, InkScape, e outros como Kompozer, Netbeans, Eclipse, somente para citar.
Mantenho vários projetos, utilizando como ambiente de desenvolvimento o Linux e várias ferramentas livres. Mas concordo que esta não é a realidade do mercado, principalmente para os que procuram um emprego formal.
Mas torço fortemente para que empresas como M$ e Adobe, consigam criar soluções de software onde não seja possível sua pirataria. Mas esta não é a própria visão delas, estas cobram de quem entendem e deixam o mercado as copiar para que mantenham uma grande quantidade de plataformas, o SL somente vai avançar sistematização sobre as licenças avançar, ou quem sabe a pirataria acabar.
Parabéns pelo artigo.
Não sou da área de Design, mas foi uma leitura enriquecedora, muito bem escrita, esclarecedora e motivadora.
Parabéns!
Concordo com praticamente tudo o que você falou.
O GIMP é uma boa ferramenta, mas ainda está muito longe de estar pronta para o mercado. A falta de suporte a desenhos vetoriais, essencial para um designer, ou mesmo uma coisa simples como salvar em CMYK, como falado, me fizeram ter que instalar o Photoshop CS4 no Linux via Wine.
Quanto a desenhos vetoriais, acredito que o Inkscape consiga dar conta de boa parte do recado, mas isso por causa da simplicidade de um programa vetorial tem: resumidadmente curvas bélzier, círculos e retângulos.
estou com um notebook usando ubuntu, inkscape, gimp, kompozer e netbeans para desenvolvimento web. é diferente. mas dá para fazer o trabalho. a sensação de liberdade é otimo.
Ola,
Dei uma breve lá no Br-Linux. Mas cito que sou defensor do software livre e dos proprietários. De fato muitos designers ficam de fora. Mas ressalto que todos devem estudar todas as ferramentas. Acredito que se você sabe um PS ou um CD (Photoshop, Corel Draw) e sabe Gimp, Inskcape pode haver uma integração no trabalho. Aliás sabe-se mais do que o mercado pede.
Este é um atraso plausível. O mercado tende a demorar a adotar novas tecnologias. Até porque, pode ter adotado já, mas software livre ou freeware é sinônimo de pobreza. E ninguem associa isso muito diretamente.
Eu até pergunto, para vocês, se gastariam uma certa quantia, cara por um produto feito com o Blender ou Gimp. Lembrando que seria no nível de 100 ou 200,00. Do pessoal propriamente que paga suas contas, gastariam? Qual é a nossa visão ao produto de software livre? Até eles ser eleito como um que fez os efeitos de um filme como Final Fantasy VII, 2012, Wolverine Origns ou Wall-e. Ninguém da o braço a torcer. Ouçou direto de Maya, mas porque ele é usado para fazer filme. De 3d Max é muito difundido.
Até mesmo o Blender era proprietário, mas pode não carregar isso é alvo.
Parabéns pelo artigo, muito interessante.
Penso que todos modos ainda seja necessário melhorar bastante as ferramentas livres para uso profissional, embora saiba que há profissionais já utilizando. digo isso porque eu mesmo também utilizo na agência e na minha opinião uma das maiores dificuldades além do suporte a Cmyk que todos sabemos é a questão deles não “conversarem” direito com outros softwares o que diminui bastante a produtividade, além é claro das interfaces que são na minha opinião horríveis, mas isso se supera.
um exemplo de boa interface livre para mim é o Ardour, que é bem acabado, infelismente nao temos isso nos softwares de edição de video, esses considero inviável a utilização em ambiente de produção profissional.
Cara eu quase concordo com tudo.
Trabalhei um tempo com gimp e afins e infelizmente aos poucos acabei migrando para outros programas. Photoshop e CIA tem uma coisa que nunca é levado em conta quando se fala em software proprietário e livre: a produtividade.
Claro q existem outros elementos, mas quando se fala comercialmente n da pra chegar pro cliente e dizer que n deu pq o seu software (por escolha pessoal) não renderiza tão rápido e infelizmente n deu pra entregar no prazo.
O gimp e outros ainda tem um monte de outros problemas. O que eu realmente gosto muito e vejo crescer enormemente é o blender. Esse, apesar de ainda precisar melhorar em alguns aspectos, a cada versão me surpreende mais e mais.
Os softwares gráficos livres tem um potencial fantástico, mas ainda travam no amadorismo. Sobre o gimp parece q parou no tempo e a única coisa que se fala é da interface dele. Isso poderia ter sido resolvido faz tempo. Teve até uma espécie de concurso informal, ou sei la o que, de usuários mostrando como gostariam que fosse o gimp. Um modelo mais legal que o outro e sem precisar copiar o photoshop. O q q o povo que desenvolve fez? descartou tudo.
Eu ainda tenho muita fé no linux e o que surgiu com ele. Mas devido a coisas como essas aprendi a ver isso tudo com outros olhos. Uso mac, windows e o que vier. N tenho mais essa de preferência.
Bacana o artigo, apesar o título chamar atenção para um tema e o texto focar em outra, mas a discussão foi interessante.
“Qualquer ferramenta pode ser utilizado no Design, mas qual ferramenta proporciona a melhor (e não maior) produtividade (eficiência)”.
Não deve-se misturar a visão do usuário de software ao desenvolvedor de software (especialmente com viés se for militante dos princípios do software livre).
A ferramenta não é melhor, ou é boa, porque é livre. Ela tem que ser superior, no que se propõe a fazer, que qualquer uma (propietária ou não), antes de mais nada, principalmente para o usuário final tem achar isto também (e tem se dado pouca atenção nos projetos menores com a desculpa de ser livre).
O Firefox, por exemplo, é superior e tem uma boa aceitação não porque é livre, mas porque atende as necessidades do usuário. Há uma lista de aplicações livres que são superiores à soluções proprietárias, o GIMP não faz parte dela.
Mas uma coisa que eu fiquei impressionado: Ver um conhecido, que não é muito íntimo do computador (utiliza e conhece somente coisas básicas como texto, msn, orkut – IE6) preferir o Gimp (no windows) ao Photoshop para editar suas fotos do orkut e msn. (Existe doido pra tudo)
** Só para constar a relação 80/20 (que no texto linkado também não fala) é o Princípio de Pareto, muito conhecido na matemática (Designer realmente estuda matemática ?).
@Luiz Caires
Olá Luiz…
Não acho que o texto foca um assunto diferente do título… o título é um questionamento e não uma afirmação, e procuro expor pontos de vista no decorrer do texto. A resposta do questionamento pertence a cada um.
Também não misturei a visão de militante do software livre com a visão de usuário, tanto que como usuário, abordei várias deficiências dessas ferramentas, apesar de militar pela disseminação das mesmas. Considero que a questão do Software Livre é realmente ideológica, pois do ponto de vista do design, eu sempre bato na mesma tecla: o Conceito é muito mais importante que o Software, e quem faz o trabalho é o profissional, e não o software.
Quanto a um Designer saber matemática, vários princípios da Matemática são importantes para o design (tanto que na citação que fiz do Alexandre Wollner, ele cita a matemática como um dos conhecimentos essênciais para um Designer).
Eu sou um Designer, e já fui campeão estadual da Olimpiada de Matemática em São Paulo :)
Um abraço…
@Agni
Eu não disse você faz a mistura de visões, eu disse apenas que não se pode fazer, tanto é que meus comentários posteriores são sobre isto.
Quanto ao comentário sobre o título, seria que as justificativas retóricas do Porquê usar podem ser as mesmas do Porquê não usar.
Em um projeto de qualidade, o conceito deve estar alhinhado com a ferramenta. Um conceito bom com uma ferramenta ruim ,e o inverso não é desejado.
@Luiz Caires
As justificativas do Porque para o sim e não realmente não são as mesmas. Não procurei colocar no texto justificativas, e sim análises tecnicas. Quanto ao Conceito estar alinhado com a ferramenta, concordo perfeitamente contigo. quando eu digo que o Conceito é mais importante que a ferramenta, é para desmistificar o culto a certas ferramentas, e a atribuição do titulo de Designer a quem as domina.
Abraços…
Enfim, acabou de assumir que o texto é diferente do título.
Obrigado pela humildade. :D
@Luiz Caires
Bem, finalizo o assunto com uma frase do Voltaire:
“Posso não concordar com nada do que dizes, mas lutarei até o fim pelo direito de dize-lo!”
Obrigada Luiz pela discussão e pontos de vista…
Um abraço…
merece um puta RT. parabéns.
Gostei do artigo, mas discordo quanto ao questionamento sobre o software livre ser melhor ou pior que os proprietários.
Um software pago tem a obrigação de ser melhor. Afinal toda e qualquer inovação que o software livre faça esta aberta para pesquisa e “adaptação”, então sendo incluida nos softwares pagos, e estes tem equipes multidiciplinares envolvidas em todas as etapas do processo de criação.
Apesar disso, varios softwares livres ainda são melhores que os proprietários, como exemplo temos o Apache, o SVN, o Eclipse, entre outros que dependem principalmente de analistas e programadores…
O objetivo do Software Livre não é ser melhor que o proprietário e sim a distribuição de conhecimento, ele foi criado pois seu idealizador não queria que suas criações e conhecimentos se tornassem propriedade de uma empresa, pois software é conhecimento (como fazer) e ele acreditava que conhecimento deve ser compartilhado.
Quanto aos “problemas” de design como usabilidade e não profissionalismo do Gimp e Inkscape, para mim, são mais resultado de ausência de profissionais destas areas engajados no projeto dos softwares do que incapacidade do pessoal de software livre de fazê-lo. Afinal o Software Livre e colaborativo e uma pessoa só vai criar o que precisa ou alguem solicita a ela, certo?
Se realmente querem a evolução da ferramenta participem ativamente de suas comunidades.
Novamente, parabens pelo texto!
Æ!!
Parabens pelo post! É desse tipo de opiniões que precisamos, pessoas que já utilizaram os 2 lados (proprietários e livres) e sabem o que falta em cada um deles, sendo que pode dar boas dicas, contribuir e passar suas opiniões para os softwares livres (que é bem mais facil que os proprietários).
Há braços
Parabéns pelo artigo.
Acho muito interessante falarmos da produtividade do software proprietário quando na imensa maioria das vezes o software é pirata.
Acho que as pessoas reavaliariam a produtividade de uma ampla gama de softwares caso pagassem de fato pelos mesmos.
Só pode dizer que prefere o PS ao GIMP, quem paga o preço integral do PS. E pagar direito, pois é uma licença por máquina. Comprar um PS original e sair instalando dá na mesma. Ou seja, uma licença para o seu desktop, outra para o notebook etc. Você também deve pagar pelos plug-ins, filtros etc proprietários.
O PS tem vários tipos de licença, comprar licença acadêmica e produzir trabalho profissional é ERRADO também.
Abraços
PS: Desculpem me se meu tom foi agressivo. Mas acho que a questão da licença de software extremamente importante.
@Francisco
Como vai Francisco?
Concordo com tudo que você disse… ou quase!
Claro que as empresas que desenvolvem os softwares proprietários tem equipes multidiciplinares, coisa que falta nas comunidades de softwares como Gimp e Inkscape. Porém acredito que o Software Livre não deve ser apenas uma distribuição de conhecimento, mas tbm uma alternativa tecnológica e social diante do software proprietário, e para isso ele precisa evoluir e se equiparar aos proprietários. Claro, isso depende da colaboração de todos que almejam isso!
Obrigado pela opinião…
Abraço…
@Daniel
Como vai Daniel?
Não acredito que a produtividade dos Softwares deva ser avaliada somente por quem paga licença. Uma coisa não tem haver com a outra. Creio que se houvessem preços mais acessiveis nas licenças, as pessoas iriam adquirir muito mais softwares originais, e as empresas não perderiam com isso. Uma empresa de software não fatura somente com licenças (se assim fosse, com certeza o cerco contra a pirataria seria muito maior, e veriamos a Rua Sta. Efigênia em São Paulo vazia durante todo o dia). Para essas empresas é mais interessante que haja pirataria do que perder tal fatia do mercado, e deixar de lucrar em outras coisas, como certificações de profissionais.
Obrigado pela opinião…
Abraço…
@Agni
Oi Agni,
Acho que se o sujeito paga a licença do PS, quando ele sentar e avaliar o GIMP ele vai dar outro mérito.
Agora pagar R$ 10 no PS e querer compara-lo com o GIMP é um absurdo. Você está comparando um software LIVRE com um software ROUBADO.
Se isto é ou não conveniente para a Adobe é irrelevante.
Reclamar que as licenças são caras e continuar utilizando o produto ilegalmente não leva a lugar algum, só retro-alimenta esse sistema.
Mas desculpa, acho que estou desvirtuando totalmente o seu Post (trollando). Não é a intenção.
Vou parar antes que vire mais uma flamewar besta.
Abraços e mais uma vez parabéns pelo post e pela atitude.
@Daniel
Parabéns pela atitude = usar e motivar o uso de Software Livre.
@Daniel
Não tá desvirtuando a conversa não Daniel… as conversas são assim: um assunto puxa outro… rs
Abçs
Agni,
Quero pedir sua autorização para reproduzir seu post no meu blog (http://almalivre.wordpress.com/). Há algum tempo gostaria de postar algo a respeito desse assunto, mas não tenho contato com a área.
Se puder, me responda no e-mail.
Obrigado.
“Creio que profissionalmente na área de Desktop Publishing, ainda não é possível. Isso devido a recursos limitados dos Softwares e dificuldades no fechamento dos arquivos para impressão.”
NOT TRUE :P A presspeople.pt está a usar o scribus para produzir as suas revistas.
http://blog.softwarelivre.sapo.pt/2006/12/19/presspeople-libertou-se-de-algemas/
Concordo com você que a qualidade dos softwares livres está cada vez maior, e posso atestar isso como usuário do blender, além de ter experimentado outros como o gimp e inkspace. Mas acho que o seu comentário sobre o inkspace ser melhor que o CorelDraw reflete apenas a sua experiência pessoal e não a realidade. Quem se criou usando illustrator vai achar o CorelDraw tosco, e quem se criou usando o Corel acha o illustrator nada prático. Isso é muito mais uma questão de paradigma pessoal. Ambas as ferramentas podem produzir resultados similares, depende só do componente que fica na frente do monitor. Não usei o inkspace o suficiente, mas sabendo que o Corel está no nível do illustrator não diria de forma alguma que inkspace é superior ao coreldraw. Senão ele deve ser superior o illustrator também.
@Gil Brandão
Não sei como ficou o resultado final, nem qual é o nível de produtividade… mas é uma ótima notícia Gil… e também um incentivo para o uso e aprimoramento do SL no Desktop Publishing…
Obrigado pelo comentário… abçs
@Alexandre
Alexandre, o Blender é algo a parte, tem uma qualidade enorme e é usado até em Hollywood.
Quanto ao Corel ser equivalente ao Illustrator, discordo! O Corel foi o primeiro software que trabalhei profissionalmente (com serigrafia ainda), e usei muito. o Illustrator eu usei muito menos, mas pelo pouco que usei já considero muito melhor. Ouve tempo em que eu tinha o Corel instalado, mas ainda assim usava o Inkscape… considero ele melhor que o ‘Corel Pau’…
Mas como vc disse, isso é muito da experiência de cada um…
Abçs
@Agni
Agni, temos algo em comum, eu também comecei com o corel, lá na versão 4… haha, to ficando velho… Não estou defendendo o corel não, só acho que tem algumas características melhores e outras piores que o illustrator. Muita gente, mas muita gente mesmo prefere o illustrator, mas eu acho que é uma questão de gosto pessoal, de como cada um se adapta à ferramenta. Para mim o corel é muito mais intuitivo e rápido no acesso a muitas funções. Mas talvez essa minha impressão seja apenas reflexo da minha experiência com o corel que é muito maior do que com o illustrator. Quanto ao fato do Corel dar muito pau, concordo. Mas depende da versão… a última que estava ruim assim foi o 12… Uso atualmente o 13 (X3) e é tão bom que nem quis trocar pelo X4 ainda.
Abraço.
Primeiro, ótimo post!
Bem, mesmo usando software livre para tudo, tenho que admitir que alguns programas são realmente inferiores aos das plataformas pagas.
Mas estou fazendo o que posso para disseminar o SL o máximo possível, pois só assim ele poderá ter reconhecido e evoluir para algo mais aceitável para o mercado. Ano que vem quero começar a cursar desenho industrial e espero quando me formar já poder usar apenas Sl no trabalho.
=]
rsrsrs….designer sempre inventando desculpas para encarecer o deseninho (estudo, coerencia, biriri)
O que se entende por profissional? Não existe alternativas globais em software livre. Existe a Adobe, que monopolizou a área, mas não oferece um bom software 3D (temos o Blender). Ora, se estou ilustrando com software livre e diagramando com o mesmo, por que não é profissional? Como disse, complemento meu trabalho com o Indesign e Corel. Não é preciso ser “total”.
Infelizmente, na área de design, o descaso de publicações como Computer e Arts e Zupi é total com o Soft Livre. Nem um grande artista, como Razgriz, Allan Brito, Mozart Couto, Teisson Fróes, Enrique Cerica, Luciano Lourenço (só pra citar )ganham espaço nas publicações da área. E a resposta é simples: Todas parecem receber patrocínio da Adobe. É claro nos tutorias, nem aplicativos como Quarkxpress, Lightwave e Corel Painter,(todos proprietários) têm espaço. Publicações na área de design, suspeito eu, são compradas pela Adobe e artistas utilizando tais ferramentas são priorizados porque vendem suites que custam o preço de um carro popular zero.
Mas o modo como colo camadas no Gimp, faço seleções rápidas, crio imagens a partir de novas camadas, utilizo texturas rapidamente, cancelo uma ação com o boão “reset” da interface, certamente me mostram que o Gimp tem vantagens em áreas que o Photoshop é deficiente. Então não concordo com a redução da produtividade, supostamente atrelada ao Gimp. Menos ainda ao Inkscape, cujaa ferramentas de alinhameto e edição de nós não ficam nada a dever as do Illustrator.
Sim, falta saída pra impressão, e como Pantone e Cores Spot correspondem a 20% do fluxo de trabalho de uma gráfica, não creio que não possa complementar meu trabalho com S.L.
Olá Bebeto,
Gostei da lista de profissionais que usam SL. Já conhecia o trabalho do Teisson Fróes, que por sinal é muito bom, e acesso diariamente o blog do Allan Brito. Vocâ teria mais alguns exemplos?
Concordo que a ferramenta não faz o artista, mas o que ainda acho complicado usar SL em design é o que você comentou acima: saída para impressão.
O que eu não entendo é se não haveria uma maneira de os desenvolvedores se ajudarem. Por exemplo, o Scribus é o software que chega mais perto do que precisaríamos, cores CMYK (100% cian + 100% amarelo = verde bandeira na tela e não aquele verde opaco como nos outros), fechamento de arquivo entre outros. Será que não haveria uma maneira dos desenvolvedores do Inkscape e Gimp aproveitarem o desenvolvimento do Scribus? Lembro que não sei que linguagem é usada para desenvolvê-los e essa não é minha área.
Um software que considero estar indo pelo caminho certo é o SK1, mas ainda possui poucos recursos.
O que resta é utilizar a soma dos SL e os proprietários, pelo menos por enquanto.