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    Padrões Web, Design, Publicidade, Software Livre, e outras histórias!

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    Compondo Camadas para Canais com GIMP

    Fala galera…

    As pessoas vêm contribuindo e deixando suas colaborações no “Desafio do Design com Software Livre“. O primeiro desafio ao qual venho publicar aqui foi postado pela Ariane, sobre composição de imagens CMYK a partir de camadas para canais:

    “Tenho um desafio em particular, eu sei que dá pra fazer com ImageMagik, mas não sei como…
    dá pra transformar quatro imagens em tons de cinza em uma CMYK sendo que cada imagem original equivaleria a um canal de cor?
    abs, e boa sorte
    Ariane”

    Na sequência, o Diogo deixou uma resolução, utilizando o ImageMagik:

    “Oi Ariane, li o seu desafio e acredito ter uma solução. Vamos lá!
    Estou usando ImageMagik 6.4.8 2009-02-26 Q16.
    Para fazer um teste, primeiro vamos separar os canais CMYK de uma imagem usando o ImageMagik. Usarei a imagem rose.gif (http://www.imagemagick.org/Usage/channels/rose.gif) do próprio site do ImageMagik.
    Para separar os canais use o seguinte comando:
    convert rose.gif -colorspace CMYK -separate rose-%d.gif
    Teremos 4 imagens: rose-0.gif, rose-1.gif, rose-2.gif e rose-3.gif, representando, respectivamente, os canais CMYK.
    Agora, para juntar os canais em uma única imagem, use o seguinte comando:
    convert rose-?.gif -set colorspace CMYK -combine -colorspace RGB rose-CMYK.gif
    Espero ter ajudado.

    Abraços,
    Diogo.”

    Bem, abaixo deixo a resolução do desafio utilizando o GIMP, onde utilizei a imagem abaixo como exemplo:

    O GIMP possui as ferramentas de Composição e Decomposição de Canais, que pode ser acessada pelo menu “Cores > Componentes”. Para obter as quatro imagens em tons de cinza, utilizei a opção “Decompor”, escolhendo a extração dos canais no modelo de cor CMYK para camadas:

    Dessa forma, pudemos obter quatro imagens em tons de cinza, cada uma representando um canal CMYK.

    Para converter cada uma dessas imagens em canais, de forma a compor uma imagem no modo de cor CMYK, podemos fazer o mesmo caminho: “Cores > Componentes > Compor

    Podemos ainda trocar a ordem das imagens em tons de cinza, e criar imagens com diferentes composições de cores…

    Continuem colaborando, postando dúvidas e desafios… aos poucos vamos publicando todos os tutoriais para cada desafio e mostrando todo o potêncial das Ferramentas Livres!

    Até a próxima…

    Desafio do Design com Software Livre

    Depois de muitas discussões por ai, de palestras e aulas em oficinas livres, ainda vejo notável resistência a adoção ou utilização de Softwares Livres na área de Design… não devido a utilização e rejeição da ferramenta, mas sim devido a um pré-jugamento alavancado pelo mercado, pelos saudosistas “Mac Users”, pela falta de informação!

    Essas discussões me levaram a tomar essa iniciativa, de promover um “Desafio do Design com Software Livre“, não com intuito de tentar provar qual software é melhor para determinado fim, mas sim com o objetivo de comprovar a qualidade de softwares como Gimp, Inkscape, Scribus e Blender para se trabalhar na área gráfica.

    O desafio consistirá basicamente no seguinte: para todos aqueles que duvidam e questionam as possibilidades dos softwares livres para Design[bb], que lancem aqui o desafio, postem aqui um comentário dizendo alguma tafera ou trabalho ao qual gostariam de ver sendo feito com um software Livre, ou que duvidem que possa ser feito com tais softwares… seja trabalhamento ou montagem de imagens, revistas, ilustrações, animações, etc.

    Para cada comentário nessa página que contiver um desafio pertinente, será publicado aqui um tutorial de como realizar tal trabalho usando apenas ferramentas livres, sempre mostrando exemplos de trabalhos já feitos. Para isso, estarei sempre convidando as comunidades de usuários de tais softwares para participar do desafio.

    E ai, topam?

    Lancem então seus desafios…

    Acessem a comunidade:
    http://softwarelivre.org/desafio-do-design-com-software-livre

    Oficina de Design para Web no CCJ

    “Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto, focando as necessidade dos seus usuários, cativando o seu uso através da estética, aplicando conceitos e usabilidade[bb] à sua forma. Para se trabalhar com Web Design, é necessário diversos conhecimentos conceituais e estratégicos, para que possamos transformar toda a informação publicada em uma comunicação direcionada ao público-alvo, conhecimentos que vão muito além da simples manipulação de um software”.

    Oficina ministrada por mim, oferecida pelo Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) de Design para Web: Projeto, GIMP e INKSCAPE. A Oficina de Design para Web tem como objetivo criar novo Layout para o blog do CCJ. Um núcleo será selecionado pelo Designer Agni que tem proposta de produção coletiva que será assianada pelos participantes.

    Inscrições

    Centro Cultural da Juventude

    Av.Deputado Emílio Carlos, 3641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
    Vila Nova Cachoeirinha – Zona Norte – São Paulo, SP

    +55 11 3984-2466

    Haverá entrevista para selecionar o grupo de trabalho.

    Cronograma das 16 aulas:

    1. Habilidades Online: Conhecendo o Ambiente Virtual[bb]
    2. Introdução ao Web Design: Etapas do Desenvolvimento de um Projeto
    3. Alfabetização Visual: Função das Letras, Cores e Formas
    4. Colhendo as informações: Os objetivos de um site e elaboração de um Briefing
    5. Arquitetura de Informação
    6. Interface Web: Interatividade, Usabilidade e Navegabilidade
    7. HTML e CSS: Conhecendo a estrutura da Web
    8. HTML e CSS: Criando um mini-projeto
    9. Conhecendo as Ferramentas de Desenvolvimento Web
    10. Introdução ao Gimp: Conceitos de Edição de Imagens
    11. Gimp: Tratamento e Montagem de imagens
    12. Introdução ao Inkscape: Conceitos de Desenho Vetorial
    13. Inkscape: Criando ilustrações, Logotipos e Layouts
    14. Projeto de criação de um Layout – parte 1
    15. Projeto de criação de um Layout – parte 2
    16. Publicando conteúdo na Web: Registro de Domínio, Hospedagem, Gerenciamento, Manutenção e Divulgação

    Horário das oficinas:
    Terças e Quintas. Início de 07 de abril até 28 de maio.

    Inovação: um ato anti-natural

    “O boxe é um ato anti-natural, porque tudo nele é ao contrário. Se quiser ir para a esquerda, você se apóia do lado direito. Para ir para a direita, use o dedão esquerdo. Às vezes o melhor jeito de dar um bom soco é recuando, mas se recuar demais você acaba derrotado. Em vez de fugir da dor como gente normal faria, você vai em direção a ela!”

    Não, eu não sou pugilista. Para falar a verdade, que eu me lembre eu nunca briguei, nem na escola. Mas depois de assistir mais de cinco vezes o filme Menina de Ouro e quase decorar as lições narradas por Morgan Freeman, eu fico achando que sei tudo sobre boxe.

    Mas por que boxe em um artigo sobre inovação?

    Bem, simplesmente porque da última vez que vi esse filme e ouvi essas lições, começaram a me ocorrer analogias entre o boxe e a inovação[bb]. E surgiu a seguinte questão na minha cabeça: a inovação hoje também é um ato anti-natural?

    Assim como eu afirmei em um artigo anterior que design é uma palavra que está na moda, vou sugerir agora que inovação é a palavra da vez.

    A competição e o volume de produtos do mercado capitalista, que faz com que ele esteja constantemente saturado, obriga empresas e profissionais a investir em inovação. Aliás, isso torna-se cada vez mais necessário para a renovação do mercado e venda de produtos. Mas muitos ainda têm o pensamento pouco sintonizado com o que realmente é inovação.

    E o que significa de fato inovar?

    Vemos muitas pessoas associarem a idéia de que para haver inovação, basta haver criatividade. Porém temos que entender que essas palavras não são sinônimos. Se formos entender a criatividade[bb] como a geração de novas idéias, podemos então entender a inovação como a implementação bem sucedida dessas idéias. Sendo assim, não basta ter boas idéias se não estiver apto a implementá-las.

    Criatividade é apenas o primeiro passo para que se possa inovar. E, além de boas e novas idéias, devemos saber reconhecer oportunidades para poder aplicar as novas idéias na prática, solucionando problemas de forma bem sucedida e obtendo demanda no mercado. Ai sim teremos algo inovador.

    Hoje, a área do conhecimento mais preparada para gerar novas idéias e criar estratégias bem fundamentadas para implementação é o design, por ser cada vez mais uma área projetual com foco no público alvo e em formas de cativá-lo, não apenas esteticamente.

    Algumas empresas vão aos poucos tendo essa percepção e escalando designers para trabalhar não só na criação estética, mas na criação de estratégias e planejamento de vendas de produtos e serviços, coisa que era naturalmente responsabilidade dos profissionais de marketing.

    Design é área multidisciplinar

    Isso faz também com que o design seja uma área cada vez mais multidisciplinar, fugindo da natural grade curricular de antes e agregando para si diversos outros conhecimentos e valores, não se limitando mais a disciplinas de artes.

    Hoje, em um mercado cada vez mais saturado de produtos e serviços, e com a globalização e a tecnologia encurtando cada vez mais as distâncias para a concorrência, o sucesso de uma empresa ou de um profissional está diretamente ligado à sua capacidade de criar, repensar e reinventar. Ou, sintetizando, na sua capacidade de inovar.

    E sendo a criatividade o primeiro passo para a inovação, o que as empresas e profissionais andam fazendo para estimular seu processo criativo?

    Por mais que para ser criativa uma pessoa dependa em boa parte de talento, não acredito que exista apenas um seleto grupo de indivíduos dotados de tal capacidade, privilegiados por uma inspiração divina. Toda pessoa, desde que seja estimulada e se auto-estimule para isso, é capaz de criar novas idéias.

    Inovação e custos

    Vejo que para muitas empresas e profissionais, inovação acaba sendo um sinônimo natural de grandes investimentos, seja na investida em consultorias, contratação de especialistas, investimento em novos equipamentos, melhor remuneração de seus profissionais ou até mesmo a terceirização de serviços.

    Como muitas empresas se vêem sem recursos financeiros para tais investimentos, logo pensam estar sem alternativas. Os custos poderiam ser bem menores se o investimento fosse direcionado à capacitação dos profissionais de design que integram a sua equipe. Na verdade é um erro associar sempre inovação a investimentos financeiros. A primeira atitude para se chegar à inovação está na verdade numa mudança radical de costumes, pensamento e postura.

    Um pensamento antiquado, mas que parece ainda muito natural em muitas empresas, é a idéia de estimular a produção criativa através de individualização de tarefas, estimular a competição interna ou premiação financeira dos funcionários, ou até mesmo exercendo certa pressão sobre o processo criativo ou sobre a implementação de novas idéias obtidas. Porém, com esse tipo de pensamentos e atitudes, o que acontece é o oposto, acaba-se na verdade por travar o processo criativo e a implementação satisfatória de idéias.

    Aqueles que almejam a inovação e o sucesso naquilo que fazem devem entender que a criatividade depende de diversos fatores, que devem ser estimulados e trabalhados, como as experiências profissionais e pessoais, o conhecimento técnico e a capacidade de enxergar os problemas por novos ângulos.

    O ambiente de trabalho

    O ambiente de trabalho deve primar pela coletividade, pela colaboração e comunicação de uma equipe, mas ainda assim pela autonomia e liberdade de cada indivíduo. Deve-se investir na satisfação dos membros da equipe, ter a preocupação de que cada pessoa tenha prazer naquilo que faz.

    Qualquer ambiente de trabalho que prive os membros de uma equipe de boas relações interpessoais, de boas experiências, que sufoque os indivíduos com prazos e horários, com exigências autoritárias que retalhem a produção intelectual exigindo foco exclusivo nas tarefas, que não permita pausas para arejar os pensamentos e que não prime pela satisfação pessoal de cada um, está fadado ao estancamento da criatividade e à falta de inovação.

    Assim como no boxe “o melhor jeito de dar um bom soco é recuando”, para inovar não se deve deixar levar pela afobação de resolver um problema, mas recuar um instante e estudar a situação, trabalhar em uma nova idéia consistente que possa solucionar um problema real e ter assim uma aceitação do público e definir uma boa estratégia. Mas para fazer esse pequeno recuo, deve-se ter a certeza que sua equipe está apta para essa tarefa. E caso essa não seja a realidade, não é substituindo membros da equipe que se conseguirá o êxito.

    Afinal, o novo profissional também vai estar inserido nesse ambiente de trabalho pouco propício e haverá períodos de treinamento ou adaptação que podem tornar esse recuo grande demais. E, assim como no boxe, se recuar demais você acaba derrotado.

    Enfim, vemos muito mais iniciativas que rompem essa antiquada linha de pensamento e postura nos Estados Unidos e Europa. Porém no Brasil, esse pensamento antiquado ainda parece para muitos ser o caminho natural.

    Se você então anseia a inovação, rompa com velhos pensamentos e busque a (R)evolução de seus conceitos e paradigmas. E a despeito do que ainda é naturalmente estabelecido, tenha uma boa atitude anti-natural.

    Para se aprofundar no tema “Inovação”, recomendo a leitura dos artigos de Ellen Kiss, mestre em Design Management e consultora em branding.

    Palestra “A Web, o Design, o Software Livre e outras histórias…”

    Agora são 17h00…

    Daqui a exatamente uma hora começará a Oficina sobre “Desenvolvimento Web e Software Livre”, ao qual vou ministrar aqui na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

    A oficina está inserida na programação do Circuito de Oficinas de Produção Gráfica e Multimídia com Software Livre, projeto idealizado pelo pessoal da Revista Degrau, que é fruto de um trabalho experimental de dois estudantes de jornalismo, Ana Paula Camelo e Vinicius Wagner, que são alunos do 8° período do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (MG) e estão desenvolvendo a Revista Degrau como um dos instrumentos do seu trabalho de conclusão de curso.

    Slides da palestra “A Web, o Design, o Software Livre e outras histórias”

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    Palestra “Web Design com Software Livre: Processo de Migração”

    Nos dias 16 e 17 de maio aconteceu na Faculdade Anhanguera de Santa Barbara D’oeste no Interior de São Paulo, o 1° Simpósio de Software Livre de Santa Barbara e Região, contando com diversas palestras e mini-cursos.

    No dia 17 tive a oportunidade de encerrar o evento com a palestra “Web Design com Software Livre”, onde abordei a questão do processo de migração para quem trabalha com Design para a Web, através de uma forma de aprendizado baseado no Conceito, e não nos Softwares (“aprender Edição de Imagens” não deve ser confundido com “aprender Photoshop”).

    Slides da Palestra “Web Design com Software Livre”

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