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    Padrões Web, Design, Publicidade, Software Livre, e outras histórias!

    posts com a tag ‘gimp’

    Deformação Interativa: Liquify com o GIMP

    Seguindo com o Desafio do Design em Software Livre, vamos esclarecer a dúvida de Wilson Lima, sobre uma alternativa a ferramenta Liquify do Photoshop:

    “No GIMP eu apanho com ferramentas como a Liquify, que no Photoshop é fácil de achar.”

    Pois bem Wilson, no GIMP é muito simples de se obter efeitos iguais aos da ferramenta Liquify do Photoshop. Para isso, usamos o filtro Deformação Interativa. Podemos acessa-la através do menu “Filtros > Distorções”…

    Acessando a Deformação Interativa no GIMP

    A “Deformação Interativa” é capaz de dirtorcer os pixels da imagem, movendo, ampliando, encolhendo ou girando áreas. Com isso, uma infinidade de efeitos e retoques são possíveis de serem obtidos, sem deixar nada a desejar para o Liquify do Photoshop…

    A Deformação Interativa é similar a ferramenta "Liquify" do Photoshop.

    A Deformação Interativa é similar a ferramenta "Liquify" do Photoshop.

    Resultado final da Deformação Interativa

    Acha impossível ser livre? Então lance o desafio!

    Até a próxima…

    Compondo Camadas para Canais com GIMP

    Fala galera…

    As pessoas vêm contribuindo e deixando suas colaborações no “Desafio do Design com Software Livre“. O primeiro desafio ao qual venho publicar aqui foi postado pela Ariane, sobre composição de imagens CMYK a partir de camadas para canais:

    “Tenho um desafio em particular, eu sei que dá pra fazer com ImageMagik, mas não sei como…
    dá pra transformar quatro imagens em tons de cinza em uma CMYK sendo que cada imagem original equivaleria a um canal de cor?
    abs, e boa sorte
    Ariane”

    Na sequência, o Diogo deixou uma resolução, utilizando o ImageMagik:

    “Oi Ariane, li o seu desafio e acredito ter uma solução. Vamos lá!
    Estou usando ImageMagik 6.4.8 2009-02-26 Q16.
    Para fazer um teste, primeiro vamos separar os canais CMYK de uma imagem usando o ImageMagik. Usarei a imagem rose.gif (http://www.imagemagick.org/Usage/channels/rose.gif) do próprio site do ImageMagik.
    Para separar os canais use o seguinte comando:
    convert rose.gif -colorspace CMYK -separate rose-%d.gif
    Teremos 4 imagens: rose-0.gif, rose-1.gif, rose-2.gif e rose-3.gif, representando, respectivamente, os canais CMYK.
    Agora, para juntar os canais em uma única imagem, use o seguinte comando:
    convert rose-?.gif -set colorspace CMYK -combine -colorspace RGB rose-CMYK.gif
    Espero ter ajudado.

    Abraços,
    Diogo.”

    Bem, abaixo deixo a resolução do desafio utilizando o GIMP, onde utilizei a imagem abaixo como exemplo:

    O GIMP possui as ferramentas de Composição e Decomposição de Canais, que pode ser acessada pelo menu “Cores > Componentes”. Para obter as quatro imagens em tons de cinza, utilizei a opção “Decompor”, escolhendo a extração dos canais no modelo de cor CMYK para camadas:

    Dessa forma, pudemos obter quatro imagens em tons de cinza, cada uma representando um canal CMYK.

    Para converter cada uma dessas imagens em canais, de forma a compor uma imagem no modo de cor CMYK, podemos fazer o mesmo caminho: “Cores > Componentes > Compor

    Podemos ainda trocar a ordem das imagens em tons de cinza, e criar imagens com diferentes composições de cores…

    Continuem colaborando, postando dúvidas e desafios… aos poucos vamos publicando todos os tutoriais para cada desafio e mostrando todo o potêncial das Ferramentas Livres!

    Até a próxima…

    Desafio do Design com Software Livre

    Depois de muitas discussões por ai, de palestras e aulas em oficinas livres, ainda vejo notável resistência a adoção ou utilização de Softwares Livres na área de Design… não devido a utilização e rejeição da ferramenta, mas sim devido a um pré-jugamento alavancado pelo mercado, pelos saudosistas “Mac Users”, pela falta de informação!

    Essas discussões me levaram a tomar essa iniciativa, de promover um “Desafio do Design com Software Livre“, não com intuito de tentar provar qual software é melhor para determinado fim, mas sim com o objetivo de comprovar a qualidade de softwares como Gimp, Inkscape, Scribus e Blender para se trabalhar na área gráfica.

    O desafio consistirá basicamente no seguinte: para todos aqueles que duvidam e questionam as possibilidades dos softwares livres para Design[bb], que lancem aqui o desafio, postem aqui um comentário dizendo alguma tafera ou trabalho ao qual gostariam de ver sendo feito com um software Livre, ou que duvidem que possa ser feito com tais softwares… seja trabalhamento ou montagem de imagens, revistas, ilustrações, animações, etc.

    Para cada comentário nessa página que contiver um desafio pertinente, será publicado aqui um tutorial de como realizar tal trabalho usando apenas ferramentas livres, sempre mostrando exemplos de trabalhos já feitos. Para isso, estarei sempre convidando as comunidades de usuários de tais softwares para participar do desafio.

    E ai, topam?

    Lancem então seus desafios…

    Acessem a comunidade:
    http://softwarelivre.org/desafio-do-design-com-software-livre

    Oficina de Design para Web no CCJ

    “Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto, focando as necessidade dos seus usuários, cativando o seu uso através da estética, aplicando conceitos e usabilidade[bb] à sua forma. Para se trabalhar com Web Design, é necessário diversos conhecimentos conceituais e estratégicos, para que possamos transformar toda a informação publicada em uma comunicação direcionada ao público-alvo, conhecimentos que vão muito além da simples manipulação de um software”.

    Oficina ministrada por mim, oferecida pelo Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) de Design para Web: Projeto, GIMP e INKSCAPE. A Oficina de Design para Web tem como objetivo criar novo Layout para o blog do CCJ. Um núcleo será selecionado pelo Designer Agni que tem proposta de produção coletiva que será assianada pelos participantes.

    Inscrições

    Centro Cultural da Juventude

    Av.Deputado Emílio Carlos, 3641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
    Vila Nova Cachoeirinha – Zona Norte – São Paulo, SP

    +55 11 3984-2466

    Haverá entrevista para selecionar o grupo de trabalho.

    Cronograma das 16 aulas:

    1. Habilidades Online: Conhecendo o Ambiente Virtual[bb]
    2. Introdução ao Web Design: Etapas do Desenvolvimento de um Projeto
    3. Alfabetização Visual: Função das Letras, Cores e Formas
    4. Colhendo as informações: Os objetivos de um site e elaboração de um Briefing
    5. Arquitetura de Informação
    6. Interface Web: Interatividade, Usabilidade e Navegabilidade
    7. HTML e CSS: Conhecendo a estrutura da Web
    8. HTML e CSS: Criando um mini-projeto
    9. Conhecendo as Ferramentas de Desenvolvimento Web
    10. Introdução ao Gimp: Conceitos de Edição de Imagens
    11. Gimp: Tratamento e Montagem de imagens
    12. Introdução ao Inkscape: Conceitos de Desenho Vetorial
    13. Inkscape: Criando ilustrações, Logotipos e Layouts
    14. Projeto de criação de um Layout – parte 1
    15. Projeto de criação de um Layout – parte 2
    16. Publicando conteúdo na Web: Registro de Domínio, Hospedagem, Gerenciamento, Manutenção e Divulgação

    Horário das oficinas:
    Terças e Quintas. Início de 07 de abril até 28 de maio.

    Software Livre: Uma filosofia

    Recentemente fui convidado para conceder uma entrevista sobre a Filosofia do Software Livre para o pessoal da Revista Degrau, que é fruto de um trabalho experimental de dois estudantes de jornalismo, Ana Paula Camelo e Vinicius Wagner, que são alunos do 8° período do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (MG) e estão desenvolvendo a Revista Degrau como um dos instrumentos do seu trabalho de conclusão de curso. Segue a entrevista na integra…

    Revista Degrau: Eduardo, fale um pouco pra gente sobre a sua relação com os Softwares Livres, em âmbito pessoal e profissional.

    Agni: Sempre tive uma predileção na adoção de Softwares Livres, principalmente pela questão ideológica. Meu processo de migração definitivo deu-se no início de 2006, quando tive a oportunidade de trabalhar em uma agência no centro de São Paulo, onde utilizávamos exclusivamente Software Livre, desenvolvendo sites em ZOPE/PLONE. Lá eu trabalhava principalmente com GIMP (edição de imagens) e Inkscape (Desenho Vetorial). Meus trabalhos são mais minimalistas e sempre me apeguei muito mais à parte conceitual da criação do que aos softwares, fato que facilitou o meu processo de migração. Esse período da minha vida profissional influenciou bastante meus métodos de trabalho e meu processo de criação, todo, pois todo meu trabalho começou a ser guiado por uma outra lógica, por um outro processo. Hoje eu trabalho com Web Design utilizando Software Livre e procuro compartilhar um pouco da minha experiência através de minhas aulas, de meu site e ministrando palestras sobre o assunto.

    RD: Quais os principais motivos que fazem você utilizar softwares livres? Quais os reais benefícios para você?

    Agni: Pelas questões técnicas, posso dizer que o Software Livre é de fato muito mais seguro que as soluções proprietárias. O GNU/Linux possui desde sua idealização uma grande consideração com a segurança, sua definição de permissões é bem clara e nada será executado sem autorização do Administrador. Os riscos de invasões e infecções por vírus chegam a ser insignificantes se comparados a sistemas proprietários. Por possuir uma comunidade de milhões de programadores espalhados pelo mundo, trabalhando por paixão e não por obrigação, os Softwares Livres são muito mais testados e a correção de bugs e atualizações são muito mais rápidas do que nos Sistemas e Softwares Proprietários. Também não existe a necessidade de uma suíte de aplicativos para trabalhar (como a Creative Suite da Adobe), pois todos os softwares que você escolher para suprir suas necessidades trabalham com formatos de arquivos abertos, prevalecendo assim a compatibilidade e a liberdade na escolha das aplicações a serem usadas. O fato de o Software Livre permitir quatro liberdades essenciais (a liberdade de executar o software para qualquer uso, a liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades, a liberdade de redistribuir cópias e a liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira se beneficie da melhoria) permite a elevação do conhecimento, a autonomia tecnológica e a possibilidade de produtos diferenciados, que podem atender de forma superior as necessidades, sejam elas educacionais ou mercadológicas.

    RD: Você diria que o seu envolvimento com esse tema se dá unicamente por motivos práticos ou você considera que existem aspectos ideológicos e/ou filosóficos embutidos? Quais?

    Agni:Acredito que o que impulsiona o Movimento pelo Software Livre não é o fato de o mesmo ser “economicamente viável” ou “tecnologicamente sustentável”, mas sim o fato de ser “Socialmente Justo”. Para que haja emancipação intelectual e cultural do povo e a independência econômica para os países do Terceiro Mundo, é necessário que se tenha autonomia tecnológica. Todos os avanços relativos à qualidade de vida e educação estão diretamente ligados aos avanços tecnológicos e sabemos que as novidades tecnológicas que surgem para nós são na maioria das vezes algo trivial (ou até obsoleto) nos países de primeiro mundo. Somos grandes consumidores de lixo tecnológico!

    As possibilidades que o Software Livre traz para o aprendizado e a produção tecnológica permite que seja reduzida a dependência que temos hoje das empresas estrangeiras, fortalecendo economicamente o Brasil e outros países. As empresas monopolistas que dominam o mercado de tecnologia hoje, independente de qualquer projeto social assistencialista ao qual participem, vão colocar sempre suas expectativas de lucro acima da inclusão digital e da desigualdade social como um todo. Por isso é necessário que deixemos de ser consumidores de tecnologia e passemos a ser produtores. É necessário que abracemos com mais empenho a questão da Inclusão digital.

    Todos os avanços da Medicina ou da Tecnologia que se tem hoje não existiriam se houvesse a necessidade de pagamento de royalties pelo uso dos conhecimentos da Matemática, da Física ou da Biologia, adquiridos e compartilhados pela humanidade desde o início da civilização. O meu envolvimento com o Software Livre existe porque acredito que o conhecimento não deve permanecer oculto, mas ser compartilhado.

    RD: O que você tem a dizer sobre a visibilidade e a abrangência dos softwares livres na sua cidade, amigos, etc.?

    Agni: Eu particularmente tenho contato com um bom número de pessoas que usa e luta pelo Software Livre, principalmente alguns grupos de pessoas ligadas a Movimentos Populares. Vejo que cada vez mais pessoas se interessam em conhecer e usar Softwares Livres, existe uma popularização crescente. Temos hoje um número cada vez maior de eventos, telecentros, cursos, sites especializados e publicações sobre Software Livre.

    Não faço uma análise da abrangência do Software Livre apenas aqui na Grande São Paulo. Vejo que a proliferação dessa Cultura Livre vem acontecendo em âmbito Nacional (guardadas as devidas proporções dos grandes centros urbanos). Mas ainda temos muito o que fazer.

    RD: Você tem alguma reclamação? Algo que você acha necessário e que os softwares livres ainda não conseguiram contemplar?

    Agni: Alguns dos maiores problemas que temos hoje com Software Livre ainda são problemas de compatibilidade com certos hardwares, problemas esses causados pelos próprios fabricantes de hardware, que mantém seus drives fechados, dificultando a implementação no Linux, fato esse que eu considero um ataque direto a liberdade de escolha dos usuários.

    Estou convencido que praticamente tudo que se faz com Softwares Proprietários pode ser feito com Software Livre. Muitas pessoas apenas não sabem como fazer, não são esclarecidas. Muitos ainda tem medo do novo, medo daquilo que é desconhecido. Eu acredito que a não-adoção de Softwares Livres pela maioria das pessoas seja uma questão cultural e conceitual. Além das velhas táticas da indústria e da mídia que procuram promover o medo, a incerteza e dúvida com relação ao Software Livre, temos o problema didático de um ensino de informática baseado nos softwares, e não no conceito de uso. Hoje, não encontramos cursos de “Edição de Textos” ou “Edição de Imagens”, o que vemos são cursos de “Word” e “Photoshop”, por exemplo. Isso faz com que os usuários fiquem na verdade viciados em uma determinada ferramenta e tenham suas capacidades produtivas limitadas.

    Eu vejo que a comunidade de Software Livre leva muito pouco em consideração essa questão didática. Hoje vemos diversos eventos de Software Livre destinados a pessoas que já trabalham com Software Livre. É preciso promover ações mais didáticas, direcionadas a despertar o interesse justamente nas pessoas que não usam Software Livre, seja por falta de contato ou por falta de esclarecimento a respeito.

    RD: Você participa de algum projeto e/ou de algum grupo de discussão relacionado com esse tema?

    Agni: Além de meu próprio site, ao qual venho me esforçando para torná-lo um veículo de proliferação da Cultura Livre, procuro participar das discussões da comunidade através de fóruns, listas de discussão e participação nos eventos e encontros realizados pelo país. Tenho procurado também, unindo esforços com outros militantes pelo Software Livre, promover uma série de debates sobre o tema, inicialmente na Grande São Paulo, para posteriormente ampliar isso a outras regiões.

    Palestra “Web Design com Software Livre: Processo de Migração”

    Nos dias 16 e 17 de maio aconteceu na Faculdade Anhanguera de Santa Barbara D’oeste no Interior de São Paulo, o 1° Simpósio de Software Livre de Santa Barbara e Região, contando com diversas palestras e mini-cursos.

    No dia 17 tive a oportunidade de encerrar o evento com a palestra “Web Design com Software Livre”, onde abordei a questão do processo de migração para quem trabalha com Design para a Web, através de uma forma de aprendizado baseado no Conceito, e não nos Softwares (“aprender Edição de Imagens” não deve ser confundido com “aprender Photoshop”).

    Slides da Palestra “Web Design com Software Livre”

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